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Porto Velho

São Carlos é a primeira comunidade a receber castração de cães e gatos

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Projeto inédito conta com voluntários de São Paulo (SP)

Localizado na margem esquerda do Rio Madeira, a aproximadamente 70 quilômetros do núcleo urbano de Porto Velho, o distrito de São Carlos foi a primeira comunidade ribeirinha a receber o serviço de castração promovido pela Prefeitura. A ação contempla, além das cirurgias, vacinação, consultas e atendimento clínico, garantindo mais dignidade aos cães e gatos da região.Ação leva saúde e cuidado a cães e gatos ribeirinhos

As atividades tiveram início às 8h deste sábado (18), na Escola Municipal Henrique Dias. O primeiro atendimento do dia foi realizado no cachorro “Neguinho”, levado pelo morador José de Souza, conhecido na comunidade como “Léo”.

Segundo o morador, o animal é cuidado por seu neto, Joaquim Souza, e precisava passar pelo procedimento, já que vinha fugindo com frequência e apresentando comportamento agitado nos últimos meses. O atendimento ocorreu de forma rápida e segura, em uma estrutura montada pela equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema).

Castração de pets chega a São Carlos, no Baixo Madeira“Fico muito feliz de ter a oportunidade de trazer o meu cachorro em segurança para realizar essa castração. Acho que esse trabalho é muito bem-vindo para a nossa comunidade”, destacou Seu Léo.

De acordo com a médica veterinária Natália Macedo, a castração é uma medida essencial que, além de contribuir para o controle populacional de cães e gatos, auxilia na prevenção de doenças e na redução de comportamentos agressivos.

“A importância do nosso trabalho é a curto, médio e longo prazo, para que possamos diminuir o abandono de animais errantes em um distrito pequeno como este”, explicou.

Moradora de São Carlos há mais de 20 anos, Lúcia Ferreira também participou da ação e levou seu cachorro “Bidu”, de pequeno porte. Segundo ela, o animal costuma desaparecer por dias.

“Eu trouxe ele para castrar para ver se agora o Bidu fica mais em casa. Para quem mora em São Carlos, essa ação é muito bem-vinda”.

O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, ressaltou a importância da iniciativa para as comunidades ribeirinhas: “A gestão municipal segue empenhada em garantir políticas públicas que atendam tanto a população quanto a causa animal, levando dignidade e cuidado a todas as regiões do município”.

O projeto, considerado inédito na região do Baixo Madeira, seguirá até a próxima terça-feira (21) e também atenderá o distrito de Nazaré.

Texto: João Paulo Prudêncio
Edição: Secom
Fotos: Isadora Estolano

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Fonte: Prefeitura de Porto Velho – RO

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Porto Velho

Castração de cães e gatos vai reduzir população errante no Baixo Madeira

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A castração de cães e gatos vai diminuir a quantidade de cães e gatos soltos nas ruas do Baixo Madeira

Levar políticas públicas até onde a estrada não chega nunca é simples e é justamente por isso que iniciativas como a da Prefeitura de Porto Velho, iniciada neste sábado (18), ganham um significado ainda maior.Castração de pets no Baixo Madeira combate abandono e doenças nas comunidades ribeirinhas

O projeto piloto de castração de cães e gatos nas comunidades ribeirinhas do Baixo Madeira vai além de uma ação de saúde animal e dialoga diretamente com questões ambientais, sociais e geográficas da região.

Em distritos pequenos e isolados, a ausência de políticas contínuas de controle populacional faz com que cães e gatos se reproduzam rapidamente, aumentando os casos de abandono, a disseminação de doenças e os conflitos com moradores. Trata-se de um problema recorrente, que vem se intensificando e impactando o cotidiano dessas comunidades.

Nesse cenário, a castração surge como uma solução concreta e eficaz ao interromper o ciclo reprodutivo, o procedimento reduz, a médio e longo prazo, o número de animais nas ruas, diminui a incidência de enfermidades e contribui para um comportamento mais equilibrado dos animais.

De acordo com o prefeito Léo Moraes, mais do que um cuidado individual, é uma estratégia coletiva de saúde pública. Ele também evidenciou o engajamento da população local.

“O que se vê em São Carlos mostra que, quando o poder público chega, a resposta da comunidade acompanha. Moradores compareceram, confiaram e participaram ativamente da ação, ocupando a estrutura montada na escola local como quem reconhece a importância de um serviço que, até então, parecia distante da realidade ribeirinha”.

As equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente seguem mobilizadas em uma ação que reúne esforço logístico, sensibilidade social e compromisso com a causa animal.

A expectativa é que o projeto não apenas alcance outros distritos, mas também se consolide como referência no enfrentamento da população de animais errantes em regiões de difícil acesso.

Texto: João Paulo Prudêncio
Edição: Secom
Foto: João Paulo Prudêncio

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Fonte: Prefeitura de Porto Velho – RO

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Porto Velho

Praça Jonathas Pedrosa entre memórias e encontros

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Frequentadores mostram como o espaço faz parte da vida na capital

Natural de Manicoré, Domingos chegou jovem e encontrou na praça a oportunidade que precisavaTem lugares, que não são apenas referências ou pontos no mapa, são capítulos inteiros da vida de alguém, como a Praça Jonathas Pedrosa.

Mais do que um ponto tradicional no coração de Porto Velho, ela carrega histórias que atravessam gerações: relatos de trabalho duro, encontros inesperados, laços de família e, claro, as inevitáveis histórias de amor que só o banco de uma praça sabe guardar.

Onde a vida acontece

Para muitos, a praça não é apenas um trajeto de passagem no centro da capital, mas o destino final. É o caso de Domingos Andrade, um trabalhador autônomo que, há quase 40 anos, mantém sua fiel banca de conserto de relógios no local. Foi na praça, entre engrenagens e ponteiros, que ele construiu sua trajetória.

Para Maria José, ver o espaço revitalizado traz um misto de nostalgia e esperançaNatural de Manicoré, Domingos chegou jovem e encontrou na praça a oportunidade que precisava. Dali, tirou o sustento para criar nove filhos e conquistar cada vitória de sua vida.

“Aqui significa tudo pra mim. Foi daqui que eu criei meus filhos, sustentei minha família e comprei minhas coisas. Meu carro, minha casa… Tudo veio daqui”, afirma com orgulho.

Ao longo das décadas, ele viu a praça mudar, acompanhou o desgaste do tempo, a revitalização e o crescimento da cidade, mas manteve-se firme em seu posto, sendo ele mesmo parte do patrimônio vivo do lugar.

Memórias que atravessam o tempo

Para quem nasceu e cresceu em Porto Velho, a Jonathas Pedrosa é sinônimo de infância. A professora Maria José, de 64 anos, recorda os tempos no bairro Embratel e as visitas constantes ao centro.

A praça Jonathas Pedrosa foi um dos primeiros lugares a chamar a atenção de Jackson Santiago“Eu trazia meu filho aqui… era o nosso lazer, um local de família. A gente vinha encontrar os amigos e até namoro acontecia, eu mesma namorei muito aqui”, conta, entre risos.

Para ela, ver o espaço revitalizado traz um misto de nostalgia e esperança.

“Essa praça tem muita história. Passou um tempo mais largada, mas hoje está bonita de novo. É bom ver esse reconhecimento.”

Entre passado e presente

As lembranças também guiam os passos de Sâmia Guimarães, que agora retorna à praça levando a neta — um ciclo que se repete décadas depois. Ela confessa que passou um período afastada devido à falta de conservação que o local enfrentou anos atrás.

“A gente vinha pra encontrar os amigos, passear… mas depois ela já não estava mais boa de frequentar. Hoje é a primeira vez que venho com a minha neta e já fizemos questão de registrar o momento aqui”, diz Sâmia, enquanto observa a pequena desbravar o espaço que um dia foi dela.

O valor do cuidado coletivo

Quem vive na capital desde a década de 70, como Renê, entende que a beleza de um espaço público é uma responsabilidade compartilhada. Morador de Porto Velho desde 1976, ele celebra o resgate das praças, mas deixa um alerta.

“O que entristece é quando arrumam, deixam tudo bonito, e o vandalismo toma conta. A população precisa ajudar a cuidar, isso aqui é para as futuras gerações”, reflete.

Novos olhares

A população precisa ajudar a cuidar, isso aqui é para as futuras gerações, destacou Renê Santos

Enquanto alguns guardam memórias de décadas, outros começam a escrever suas primeiras linhas agora. Jackson Santiago, de 19 anos, trocou Vilhena pela capital para um curso de formação da Força Aérea. Mesmo recém-chegado, a Jonathas Pedrosa foi um dos primeiros lugares a chamar sua atenção.

“Achei a praça bonita e bem diferente. Não sabia que era a primeira do estado, achei bem bacana conhecer essa parte histórica”, comenta o jovem.

Onde a história continua

A Praça Jonathas Pedrosa resiste ao tempo e se renova. Considerada um símbolo histórico da cidade, o espaço foi revitalizado e devolvido à população como área de convivência, lazer e memória coletiva .

O prefeito Léo Moraes destacou o significado da praça para a capital. “É um símbolo vivo da história de Porto Velho e um espaço que volta à população com cuidado e valorização da nossa cidade” .

Ela segue viva no balançar dos ponteiros do seu Domingos, no riso da neta de dona Sâmia e no olhar curioso de quem acaba de chegar à capital.

É um lugar simples, mas carregado de simbolismo: um ponto de encontro onde cada porto-velhense leva um pedaço da praça no coração e, em troca, deixa um pouco de sua própria história gravado ali.

Texto: Helen Paiva
Edição: Secom
Foto: José Carlos

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Fonte: Prefeitura de Porto Velho – RO

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