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Porto Velho

Praça Jonathas Pedrosa entre memórias e encontros

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Frequentadores mostram como o espaço faz parte da vida na capital

Natural de Manicoré, Domingos chegou jovem e encontrou na praça a oportunidade que precisavaTem lugares, que não são apenas referências ou pontos no mapa, são capítulos inteiros da vida de alguém, como a Praça Jonathas Pedrosa.

Mais do que um ponto tradicional no coração de Porto Velho, ela carrega histórias que atravessam gerações: relatos de trabalho duro, encontros inesperados, laços de família e, claro, as inevitáveis histórias de amor que só o banco de uma praça sabe guardar.

Onde a vida acontece

Para muitos, a praça não é apenas um trajeto de passagem no centro da capital, mas o destino final. É o caso de Domingos Andrade, um trabalhador autônomo que, há quase 40 anos, mantém sua fiel banca de conserto de relógios no local. Foi na praça, entre engrenagens e ponteiros, que ele construiu sua trajetória.

Para Maria José, ver o espaço revitalizado traz um misto de nostalgia e esperançaNatural de Manicoré, Domingos chegou jovem e encontrou na praça a oportunidade que precisava. Dali, tirou o sustento para criar nove filhos e conquistar cada vitória de sua vida.

“Aqui significa tudo pra mim. Foi daqui que eu criei meus filhos, sustentei minha família e comprei minhas coisas. Meu carro, minha casa… Tudo veio daqui”, afirma com orgulho.

Ao longo das décadas, ele viu a praça mudar, acompanhou o desgaste do tempo, a revitalização e o crescimento da cidade, mas manteve-se firme em seu posto, sendo ele mesmo parte do patrimônio vivo do lugar.

Memórias que atravessam o tempo

Para quem nasceu e cresceu em Porto Velho, a Jonathas Pedrosa é sinônimo de infância. A professora Maria José, de 64 anos, recorda os tempos no bairro Embratel e as visitas constantes ao centro.

A praça Jonathas Pedrosa foi um dos primeiros lugares a chamar a atenção de Jackson Santiago“Eu trazia meu filho aqui… era o nosso lazer, um local de família. A gente vinha encontrar os amigos e até namoro acontecia, eu mesma namorei muito aqui”, conta, entre risos.

Para ela, ver o espaço revitalizado traz um misto de nostalgia e esperança.

“Essa praça tem muita história. Passou um tempo mais largada, mas hoje está bonita de novo. É bom ver esse reconhecimento.”

Entre passado e presente

As lembranças também guiam os passos de Sâmia Guimarães, que agora retorna à praça levando a neta — um ciclo que se repete décadas depois. Ela confessa que passou um período afastada devido à falta de conservação que o local enfrentou anos atrás.

“A gente vinha pra encontrar os amigos, passear… mas depois ela já não estava mais boa de frequentar. Hoje é a primeira vez que venho com a minha neta e já fizemos questão de registrar o momento aqui”, diz Sâmia, enquanto observa a pequena desbravar o espaço que um dia foi dela.

O valor do cuidado coletivo

Quem vive na capital desde a década de 70, como Renê, entende que a beleza de um espaço público é uma responsabilidade compartilhada. Morador de Porto Velho desde 1976, ele celebra o resgate das praças, mas deixa um alerta.

“O que entristece é quando arrumam, deixam tudo bonito, e o vandalismo toma conta. A população precisa ajudar a cuidar, isso aqui é para as futuras gerações”, reflete.

Novos olhares

A população precisa ajudar a cuidar, isso aqui é para as futuras gerações, destacou Renê Santos

Enquanto alguns guardam memórias de décadas, outros começam a escrever suas primeiras linhas agora. Jackson Santiago, de 19 anos, trocou Vilhena pela capital para um curso de formação da Força Aérea. Mesmo recém-chegado, a Jonathas Pedrosa foi um dos primeiros lugares a chamar sua atenção.

“Achei a praça bonita e bem diferente. Não sabia que era a primeira do estado, achei bem bacana conhecer essa parte histórica”, comenta o jovem.

Onde a história continua

A Praça Jonathas Pedrosa resiste ao tempo e se renova. Considerada um símbolo histórico da cidade, o espaço foi revitalizado e devolvido à população como área de convivência, lazer e memória coletiva .

O prefeito Léo Moraes destacou o significado da praça para a capital. “É um símbolo vivo da história de Porto Velho e um espaço que volta à população com cuidado e valorização da nossa cidade” .

Ela segue viva no balançar dos ponteiros do seu Domingos, no riso da neta de dona Sâmia e no olhar curioso de quem acaba de chegar à capital.

É um lugar simples, mas carregado de simbolismo: um ponto de encontro onde cada porto-velhense leva um pedaço da praça no coração e, em troca, deixa um pouco de sua própria história gravado ali.

Texto: Helen Paiva
Edição: Secom
Foto: José Carlos

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Fonte: Prefeitura de Porto Velho – RO

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Porto Velho

São Carlos é a primeira comunidade a receber castração de cães e gatos

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Projeto inédito conta com voluntários de São Paulo (SP)

Localizado na margem esquerda do Rio Madeira, a aproximadamente 70 quilômetros do núcleo urbano de Porto Velho, o distrito de São Carlos foi a primeira comunidade ribeirinha a receber o serviço de castração promovido pela Prefeitura. A ação contempla, além das cirurgias, vacinação, consultas e atendimento clínico, garantindo mais dignidade aos cães e gatos da região.Ação leva saúde e cuidado a cães e gatos ribeirinhos

As atividades tiveram início às 8h deste sábado (18), na Escola Municipal Henrique Dias. O primeiro atendimento do dia foi realizado no cachorro “Neguinho”, levado pelo morador José de Souza, conhecido na comunidade como “Léo”.

Segundo o morador, o animal é cuidado por seu neto, Joaquim Souza, e precisava passar pelo procedimento, já que vinha fugindo com frequência e apresentando comportamento agitado nos últimos meses. O atendimento ocorreu de forma rápida e segura, em uma estrutura montada pela equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema).

Castração de pets chega a São Carlos, no Baixo Madeira“Fico muito feliz de ter a oportunidade de trazer o meu cachorro em segurança para realizar essa castração. Acho que esse trabalho é muito bem-vindo para a nossa comunidade”, destacou Seu Léo.

De acordo com a médica veterinária Natália Macedo, a castração é uma medida essencial que, além de contribuir para o controle populacional de cães e gatos, auxilia na prevenção de doenças e na redução de comportamentos agressivos.

“A importância do nosso trabalho é a curto, médio e longo prazo, para que possamos diminuir o abandono de animais errantes em um distrito pequeno como este”, explicou.

Moradora de São Carlos há mais de 20 anos, Lúcia Ferreira também participou da ação e levou seu cachorro “Bidu”, de pequeno porte. Segundo ela, o animal costuma desaparecer por dias.

“Eu trouxe ele para castrar para ver se agora o Bidu fica mais em casa. Para quem mora em São Carlos, essa ação é muito bem-vinda”.

O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, ressaltou a importância da iniciativa para as comunidades ribeirinhas: “A gestão municipal segue empenhada em garantir políticas públicas que atendam tanto a população quanto a causa animal, levando dignidade e cuidado a todas as regiões do município”.

O projeto, considerado inédito na região do Baixo Madeira, seguirá até a próxima terça-feira (21) e também atenderá o distrito de Nazaré.

Texto: João Paulo Prudêncio
Edição: Secom
Fotos: Isadora Estolano

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Fonte: Prefeitura de Porto Velho – RO

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Porto Velho

Mais de 54 mil metros de vias recebem melhorias em PVH

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Serviço atende áreas urbanas e rurais e garante acesso durante o período chuvoso

O encascalhamento melhora a aderência do solo e reduz a formação de lama, buracos e atoleirosA Prefeitura de Porto Velho mantém frentes de encascalhamento em diferentes regiões da capital para garantir melhores condições de tráfego em vias não pavimentadas. Entre 2025 e os primeiros meses de 2026, foram executados 54.852 metros de ruas e estradas. Somente entre janeiro e março deste ano, o serviço alcançou 6.707 metros, o que demonstra a continuidade das ações ao longo de 2026.

Para se ter uma ideia, os 54.852 metros executados equivalem a cerca de 78 mil peixes tambaqui enfileirados. Já os 6.707 metros realizados entre janeiro e março de 2026 correspondem a cerca de 9.581 peixes tambaqui, considerando o tamanho médio de 70 centímetros.

As equipes atuam em bairros, estradas vicinais e vias de acesso, tanto na zona urbana quanto na ruralO encascalhamento melhora a aderência do solo e reduz a formação de lama, buracos e atoleiros. A medida garante mais segurança para motoristas, motociclistas e pedestres, além de facilitar o acesso a escolas, unidades de saúde e o escoamento da produção nas áreas rurais.

As equipes atuam em bairros, estradas vicinais e vias de acesso, tanto na zona urbana quanto na rural. O serviço inclui limpeza da via, aplicação do cascalho, nivelamento e compactação do material. As intervenções garantem melhores condições de deslocamento para a população e contribuem para o funcionamento do transporte escolar e da logística de produção rural.

O prefeito Léo Moraes destacou a importância da manutenção das vias para garantir mobilidade e acesso à população: “Nosso compromisso é manter as equipes nas ruas e nas estradas, garantindo condições de tráfego e acesso para quem precisa se deslocar todos os dias, tanto na área urbana quanto na rural”.

Segundo o secretário municipal de Infraestrutura (Seinfra), Thiago Cantanhede, o cronograma segue ao longo de 2026 com prioridade para os trechos que mais precisam: “O trabalho segue de forma contínua para garantir acesso e trafegabilidade em todo o município”.

Texto: Renata Becária
Edição: Secom
Fotos: Arquivo / Secom

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Fonte: Prefeitura de Porto Velho – RO

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