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Porto Velho

Praça Jonathas Pedrosa é símbolo da origem da cidade

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Primeira praça de Rondônia revela história e identidade da capital

Imagine o ano de 1915. Porto Velho era um canteiro de obras e sonhos, pulsando ao ritmo da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.

Jonathas Pedrosa carrega um título de nobreza urbanaNo meio do frenesi de ingleses, americanos, caribenhos e brasileiros que chegavam para desbravar a floresta, surgiu a necessidade de um respiro: um lugar onde a vida não fosse apenas trabalho.

Foi nesse cenário que nasceu a Praça Jonathas Pedrosa. Apenas um ano após a criação oficial do município, ela já estava ali, desenhada para ser o coração social da cidade.

“As pessoas literalmente marcavam de ir pra praça. Era o ‘point’ da época. Os pais levavam os filhos, os casais namoravam sob o olhar atento das famílias, e os políticos discutiam o futuro ali. Era o grande ponto de convivência da sociedade porto-velhense”, explica o historiador Célio Leandro.

A primogênita do Estado

Para o historiador Célio Leandro, a praça representa uma conexão com um modo de vida que se transformouPouca gente sabe, mas a Jonathas Pedrosa carrega um título de nobreza urbana: foi a primeira praça projetada de todo o estado de Rondônia.

Sua criação não foi por acaso, mas parte do plano do Major Guapindaia, primeiro superintendente (cargo equivalente a prefeito) do município. Ele entendeu que, para Porto Velho ser, de fato, uma cidade, precisava de um espaço público de lazer e civismo.

“Porto Velho surge em 1914 e, já no ano seguinte, se concretiza esse espaço. Isso demonstra que houve um pensamento urbanístico focado na convivência humana desde os primeiros passos da cidade”, destaca Célio Leandro.

Uma homenagem do outro lado do rio

Praça nasceu como uma homenagem ao homem que validou a certidão de nascimento da cidadeO nome da praça é, em si, uma aula de geografia histórica. Naquela época, a divisão territorial era curiosa: de um lado ficava o antigo município de Santo Antônio do Rio Madeira, pertencente ao Mato Grosso e hoje conhecido como bairro Santo Antônio. Do outro, a jovem Porto Velho, que ainda era território do Amazonas.

Jonathas de Freitas Pedrosa não era rondoniense; ele era o governador do Amazonas na época e a figura central na assinatura do decreto que emancipou o município de Porto Velho, em 1914. A praça nasceu, portanto, como uma homenagem ao homem que validou a certidão de nascimento da cidade.

Um tempo de coretos e saudações

Jonathas Pedrosa na década de 1970Registro da Praça Jonathas Pedrosa na década de 1970, exibindo o traçado original e a arborização que marcou gerações.

Ao olharmos para registros antigos da praça, como a imagem que ilustra esta matéria, ou ao imaginarmos sua configuração original, com um coreto no centro, percebemos o quanto ela era vibrante. Para o historiador Célio Leandro, a praça representa uma conexão com um modo de vida que se transformou.

“Hoje a gente não vê mais as praças como antigamente, o ritmo da cidade é outro. Mas existe um saudosismo muito grande. Quando eu olho pra esse espaço, eu lembro exatamente desse tempo de convivência, dos encontros, de um tempo em que a cidade conversava olho no olho”.

 Léo Moraes destacou a importância do espaço para a cidadeMais de um século depois, a Praça Jonathas Pedrosa resiste. Recentemente revitalizada, ela não é apenas um adorno na paisagem urbana do centro histórico, mas um documento vivo.

O prefeito Léo Moraes destacou a importância do espaço para a cidade. “Estamos preservando um patrimônio histórico e devolvendo à população um espaço de convivência, que faz parte da identidade de Porto Velho”.

Ao caminhar por suas calçadas reformadas, pisa-se na mesma terra onde os fundadores de Porto Velho sonharam a cidade. Ela segue ali: viva, presente e acessível, guardando a essência do que fomos e do que somos.

Texto: Helen Paiva
Edição: Secom
Foto atual: José Carlos
Foto acervo: Célio Leandro

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Fonte: Prefeitura de Porto Velho – RO

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Porto Velho

Passeio de barco no rio Madeira une lazer, cultura e geração de renda

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Atividade turística une natureza e história na Madeira-Mamoré

Passeio reforça a ligação histórica de Porto Velho com o rio MadeiraO cenário é de tirar o fôlego. Às margens do rio Madeira, o pôr do sol pinta o céu com tons dourados e alaranjados, refletindo nas águas e criando uma paisagem única em Porto Velho. É nesse ambiente que os tradicionais passeios de barco movimentam o complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, oferecendo uma experiência que une natureza, história e cultura.

Durante o trajeto, que dura em média uma hora, moradores e visitantes têm a oportunidade de contemplar de perto a grandiosidade do rio, sentir a brisa e vivenciar um dos cartões-postais mais marcantes da capital rondoniense. A atividade, além de ser uma opção de lazer acessível, também representa um resgate cultural.

Reconhecido como patrimônio imaterial do município, o passeio reforça a ligação histórica de Porto Velho com o rio Madeira, elemento essencial para o desenvolvimento da cidade. Quem conhece bem essa trajetória é Marcos Barroso, presidente da associação dos barcos de turismo do rio Madeira. A relação dele com o rio vem de família.

Passeio funciona por formação de lotação e conta com estrutura para garantir conforto aos visitantes

“Meu pai tinha um barco que fazia o trajeto entre Porto Velho e Manaus. Com o tempo, decidimos trazer essa embarcação para o porto da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, onde já havia um fluxo constante de pessoas. Aos poucos, fomos estruturando o espaço e o passeio começou a se consolidar”.

Ele relembra que, no início, o percurso seguia até a cachoeira de Santo Antônio, antes da instalação da usina, quando o trajeto ainda permitia um contato mais direto com esse importante ponto natural da região. “Há 33 anos, já enxergávamos o potencial turístico do rio Madeira e a importância de mostrar à população toda essa riqueza natural que sempre esteve presente na cidade”.

EXPERIÊNCIA ÚNICA

 Os horários são de segunda a sexta, das 16h às 18h, e aos fins de semana, das 10h às 18h

Hoje, o passeio funciona por formação de lotação e conta com estrutura para garantir conforto aos visitantes, incluindo bar e restaurante a bordo, além de opções de pagamento via cartão e Pix. Os horários são de segunda a sexta, das 16h às 18h, e aos fins de semana, das 10h às 18h. Os valores são acessíveis: R$ 40 por pessoa, com gratuidade para crianças de até 5 anos e meia-entrada para crianças de 6 a 10 anos, o que amplia o acesso da população a essa experiência.

Ao final do trajeto, fica a certeza de que o passeio vai além do lazer. É um convite para redescobrir Porto Velho sob um novo olhar pelas águas do rio que ajudaram a construir a história da capital. Mais do que um passeio, a atividade também movimenta a economia local, gerando renda para diversas famílias que dependem diretamente do turismo no rio.

Para o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, o passeio representa um conjunto de ações voltadas para o desenvolvimento cultural e histórico da cidade. “O rio Madeira faz parte da nossa história e da nossa identidade. Valorizar essa atividade é fortalecer o turismo, a cultura e também gerar oportunidades para muitas famílias. Queremos que cada vez mais pessoas possam viver essa experiência e se conectar com a nossa cidade e vamos seguir desenvolvendo ainda mais a nossa Porto Velho”.

Texto: André Oliveira
Edição: Secom
Fotos: José Carlos

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Fonte: Prefeitura de Porto Velho – RO

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Porto Velho

Funcional transforma rotina e melhora qualidade de vida da população

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Aulas gratuitas na Vila Olímpica Chiquilito Erse incentivam hábitos saudáveis

Mais do que uma atividade física, as aulas de funcional têm se tornado um verdadeiro ponto de transformação na vida de quem participa do Projeto Sempre em Movimento, em Porto Velho. Histórias de superação, saúde e motivação mostram como a prática vem impactando diretamente o dia a dia dos alunos.

A dona de casa Alessandra Oliveira, que participa das atividades há cerca de um ano, destaca que os benefícios vão além do corpo. “É muito bom, principalmente para cuidar da nossa vida espiritual, física e emocional. Aqui a gente não faz apenas exercício, também criamos laços, fazemos amizades. E ainda vejo muitos idosos aqui com saúde, se sentindo vivos. Sou muito feliz aqui”.

Quem também viu a vida mudar foi a dona de casa Michele da Silva. Em um ano de participação, ela já comemora resultados expressivos. “Esse projeto trouxe mais qualidade de vida pra gente. Mudou muito a minha rotina. Já perdi 26 quilos e o que mais me motivou foram os idosos que participam das aulas. Isso despertou em mim a vontade de cuidar da minha saúde”.

MAIS SAÚDE DIÁRIA

Com histórias reais de transformação, o funcional segue mostrando que pequenas atitudes podem gerar grandes mudanças na vida das pessoas. O aposentado Edmar Soares, de 56 anos, também relata melhorias importantes na saúde após iniciar a prática das atividades. Segundo ele, a rotina de exercícios trouxe mais disposição para o dia a dia e contribuiu significativamente para o seu bem-estar.

“Estou aqui desde o ano passado e me sinto mais saudável. Eu tinha problema de má circulação, minha perna inchava, e hoje está bem melhor. Também tinha dores na coluna que não sinto mais. Participo de todas as aulas e minha esposa vem comigo”.

As aulas de funcional, realizadas na Vila Olímpica Chiquilito Erse, trabalham o corpo de forma completa, estimulando força, resistência, equilíbrio e coordenação. A prática é dinâmica e acessível, atendendo diferentes níveis de condicionamento físico. Além disso, ajuda a reduzir dores, combater o sedentarismo e aumentar a disposição para as atividades do dia a dia, promovendo mais saúde e qualidade de vida aos participantes.

Funcional contribui para o bem-estar emocional, promovendo interação social, motivação e autoestimaDe acordo com a professora do funcional Mônica Albuquerque, o treino é planejado para atender diferentes públicos. “O funcional tem um treino específico que trabalha o corpo inteiro. As aulas acontecem três vezes por semana, às segundas, quartas e sextas, atendendo pessoas de 18 a 59 anos. O objetivo é melhorar o equilíbrio, a mobilidade e gerar mais saúde no dia a dia”.

VIDA MAIS ATIVA

Além dos benefícios físicos, o funcional também contribui para o bem-estar emocional, promovendo interação social, motivação e autoestima entre os participantes. As aulas são gratuitas e abertas à comunidade, sendo uma oportunidade para quem deseja sair do sedentarismo e adotar hábitos mais saudáveis. O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, destacou a importância da iniciativa para a população.

“Nosso objetivo é cuidar das pessoas, oferecendo oportunidades para que todos tenham acesso à saúde e qualidade de vida. O projeto Sempre em Movimento mostra que, com incentivo e estrutura, é possível transformar vidas e levar mais bem-estar para a nossa população”.

Texto: André Oliveira
Edição: Secom
Fotos: José Carlos

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Fonte: Prefeitura de Porto Velho – RO

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