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Motoristas Argentinos Procuram Combustível ‘Como Água no Deserto’ em Meio à Escassez

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Motoristas argentinos enfrentaram o desafio nesta segunda-feira (30) para encontrar suprimentos escassos de gasolina para encher seus tanques em meio à escassez mais aguda em anos, que deixou muitos postos de gasolina sem abastecimento e longas filas em qualquer bomba ainda operativo.

O país sul-americano, um grande produtor de petróleo e gás de xisto, tem sofrido escassez de gasolina e diesel desde o final da semana passada devido a problemas de refinação interna e porque a falta de dólares atrasou as importações.

Isso provocou raiva no governo antes do segundo turno das eleições presidenciais no próximo mês entre o chefe econômico da coalizão peronista, Sergio Massa, visto como o favorito, e o libertário radical Javier Milei.

“A verdade é que trabalho com carro e é como procurar água no deserto”, disse Raul Paretto, motorista do Cabify, de 38 anos. “É angustiante porque não se sabe no dia a dia o que pode acontecer; estamos vivendo um dia de cada vez”.

Perto da capital Buenos Aires, repórteres da Reuters viram postos de gasolina vazios com cartazes dizendo que não havia mais gasolina. Em outros locais, formaram-se longas filas e algumas vendas racionadas. Houve, no entanto, alguns sinais de que as coisas começaram a melhorar.

“Hoje me venderam apenas super, embora não houvesse prêmio”, disse o trabalhador autônomo Leonardo Villa com seu carro. “Mas, bem, ontem não havia nenhum em lugar nenhum, no dia anterior também não. Pelo menos hoje consegui abastecer.”

Nas terras agrícolas da Argentina , os produtores disseram que a escassez de diesel também mostra sinais de diminuir, o que é fundamental para o início da temporada de plantio de soja e milho de final de temporada, as principais culturas comerciais do país.

“Não está completamente normalizado, mas há um pouco mais de oferta”, disse Jorge Chemes, chefe das Confederações Rurais Argentinas (CRA), à Reuters na segunda-feira.

Ameaça de parada de exportação

Os executivos do petróleo citaram paragens planeadas nas refinarias locais, que fornecem 80% do abastecimento interno, e as escassas reservas de moeda estrangeira do país que atrasaram as importações.

“Não é um problema de falta de petróleo bruto, o problema é que não há mais capacidade de processamento com as refinarias que temos na Argentina ”, disse uma fonte da indústria, pedindo anonimato porque não estava autorizado a falar com a mídia.

“Além disso, você precisa de dólares para pagar as importações e o banco central não os tem. E mesmo quando importam, as empresas de refino perdem vendendo na bomba abaixo do preço que estão comprando”, disse a fonte.

O governo argentino fixou o preço local do petróleo em 56 dólares por barril, muito abaixo do preço internacional de cerca de 86 dólares, para tentar acalmar a inflação local de quase 140%. Isso distorce a economia das empresas que importam produtos do exterior.

Durante o fim de semana, o Ministro da Economia, Massa, disse às empresas petrolíferas que elas deveriam resolver a crise de abastecimento interno até o final de terça-feira ou o governo interromperia os embarques de exportação de petróleo bruto da enorme formação de xisto de Vaca Muerta.

“Vou defender o abastecimento interno, vou defender o consumo dos argentinos”, disse.

Os sindicatos locais apoiaram a posição de Massa e ameaçaram fazer uma greve a partir de quarta-feira, a menos que a situação interna fosse resolvida. Eles disseram que a produção de petróleo atingiu um recorde e que as companhias petrolíferas estavam sendo “oportunistas e mesquinhas”.

Uma segunda fonte da indústria, que também não quis ser identificada, também disse que a questão não era a produção, mas sim questões de refinação do petróleo bruto e os obstáculos à importação.

Interromper os embarques de Vaca Muerta não ajudaria, disse a fonte.

Fonte: G1.

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Guerra na Família Real: atitude polêmica de William e Kate dificulta reaproximação de Harry e Meghan. Entenda!

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Guerra na Família Real: atitude polêmica de William e Kate dificulta reaproximação de Harry e Meghan. Entenda!

A rivalidade de Príncipe Harry e Meghan Markle com Príncipe William e Kate Middleton parece longe de acabar e nem mesmo o clima festivo do Natal deve interromper essa rusga. Segundo o tabloide americano OK! Magazine, o Príncipe e a Princesa de Gales podem abandonar as celebrações da data na Família Real se os Sussex comparecerem.

De acordo com fontes da publicação, Harry e Meghan estariam abertos a passar o Natal com o Rei Charles III caso haja algum convite. Vale lembrar que, segundo rumores, houve uma trégua recentemente: o Soberano conversou por vídeo com o filho e a nora durante o aniversário de 75 anos, celebrado este mês.

No entanto, os irmãos ainda não fizeram as pazes. Por isso, caso Meghan e Harry sejam, de fato, convidados para a celebração, fontes acreditam que Kate e William se recusariam a comparecer. O insider completa que, pelo clima dos últimos meses, é “improvável que Harry e Meghan sejam recebidos de braços abertos”.

MEGHAN HARRY E PRÍNCIPE HARRY: DESCONFIANÇA DOS MONARCAS MARCA TENTATIVA DE REAPROXIMAÇÃO

Ainda segundo o tabloide OK! Magazine, a reaproximação de Harry e Meghan tem sido vista com certo “pé atrás” nos bastidores da Família Real. Fontes próximas ao casal garantem que eles estão abertos a passar o feriado no Reino Unido, mas os monarcas estariam questionando se o desejo é autêntico.

“É tão bizarro ter se comportado tão mal, exigido um pedido de desculpas e uma admissão de ‘culpa’ – sem sucesso, devo acrescentar – da família e agora sugerir que eles simplesmente voltarão e permitirão que o passado seja passado, se apenas alguém for bom o suficiente para convidá-los”, disse uma fonte à publicação.

A fonte ainda destaca os fracassos vividos por Harry e Meghan em Hollywood, como o fim do contrato multimilionário com o Spotify, como uma possível motivação. “Será que eles perceberam que reclamar sobre o quão horrível é ser um membro da família real, não é uma estratégia tão boa, afinal?”, provocou o insider.

Fonte: Msn.com

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Javier Milei é eleito presidente da Argentina

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Com 55,95% dos votos, economista venceu Sergio Massa no 2º turno e tomará posse em dezembro para 4 anos de mandato. Entre suas propostas estão dolarizar a economia e fechar o Banco Central.

O economista ultraliberal Javier Milei, do partido A Liberdade Avança, venceu neste domingo (19) a eleição para a Presidência da Argentina.

Com 89,98% das urnas apuradas, Milei tem 55,89% dos votos, contra 44,10% de Sergio Massa, ministro da Economia e candidato governista.

A distância surpreende, porque as pesquisas indicavam um cenário mais acirrado.

Massa reconheceu a vitória de Milei antes mesmo de os primeiros números serem divulgados oficialmente. “Javier Milei é o presidente eleito pela maioria dos argentinos”, disse ele em discurso para apoiadores.

Até a última atualização desta reportagem, Milei não havia se pronunciado. Ele tomará posse em dezembro para 4 anos de mandato. Sua vitória vem após uma virada no segundo turno, já que Massa havia sido o mais votado na primeira etapa da eleição.

Aos 52 anos, Milei será o 52º presidente do país e terá que enfrentar a pior crise econômica em décadas, com a maior inflação em mais de 30 anos, dois quintos da população vivendo na pobreza e forte desvalorização cambial. Desafios agravados por uma dívida extDurante a campanha, ele encampou propostas radicais para atacar esses problemas, como promover a dolarização da economia Argentina e acabar com o Banco Central do país.

Quem é Javier Milei

Economista de formação, Milei se promove como um nome de fora da política tradicional que diz querer combater o que chama de “casta política” da Argentina.

Antes de se aproximar da política, ele atuou no setor privado, trabalhando em banco e em uma empresa que administrava aposentadorias e pensões. Também chegou a atuar como economista-chefe da Fundação Acordar, ligada ao peronista e ex-candidato à Presidência Daniel Scioli.erna bilionária e pela falta de reservas internacionais.

Professor universitário, Milei só se tornou mais conhecido do público argentino ao passar a ser convidado para falar em programas de rádio e, especialmente, TV.

Em 2021, com um discurso inflamado “contra tudo e contra todos”, venceu sua primeira eleição para o cargo de deputado federal por seu partido A Liberdade Avança, fundado no mesmo ano.

Costuma ser comparado por analistas políticos ao ex-presidente americano Donald Trump e ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro.

A vida pessoal de Milei se tornou assunto na campanha com a publicação de uma biografia não autorizada pelo jornalista Juan Luis González, que mostra a relação do economista com o esoterismo depois da morte do cachorro dele, Conan, em 2017.

Milei clonou o animal e procurou formas de falar com ele após a morte. Amigos e conhecidos dizem que ele também se diz capaz de falar com economistas mortos.

Hoje, são quatro cachorros, todos mastins ingleses que pesam 90 quilos, segundo a imprensa argentina: Murray, Milton, Robert e Lucas. Milei costuma dizer que ele são “seus filhos de quatro patas” e ainda se refere a Conan, como quando discursou após vencer as prévias. “Obrigado, Conan, Murray, Milton, Robert e Lucas”, disse Milei em 13 de agosto.

Os nomes dos cachorros homenageiam economistas que Milei admira: Murray Rothbard, Milton Friedman e Robert Lucas. Já o nome de Conan é uma referência ao filme “Conan, o Bárbaro”, de 1982.

Governabilidade

No pleito legislativo deste ano, o partido de Milei, A Liberdade Avança, foi o que mais cresceu, saltando de três deputados e nenhum senador para 38 deputados e oito senadores.

No dia 22 de outubro, os argentinos votaram no primeiro turno das eleições presidenciais e também para renovar 130 cadeiras das 257 na Câmara dos Deputados, e 24 cadeiras das 72 no Senado.

Na nova legislatura, a sigla de Milei se tornará a terceira maior bancada do Congresso, atrás da coligação peronista de Sergio Massa, que conta com 108 cadeiras da Câmara, e da coalizão de centro-direita representada no primeiro turno pela ex-ministra Patricia Bullrich, que ficou com 93 deputados.

Somados, os partidos de oposição ao peronismo (Liberdade Avança e Juntos pela Mudança) têm mais deputados do que a bancada do União pela Pátria.

Fonte: G1.

 

 

 

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