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Porto Velho

Agricultoras familiares transformam dedicação em força no campo em Porto Velho

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Mulheres conciliam maternidade, produção de alimentos e cuidado com as famílias rurais

Mães da agricultura familiar são símbolo de força, dedicação e amor no campo em Porto VelhoO cuidado com as famílias do campo é uma das prioridades da gestão municipal de Porto Velho. Neste Dia das Mães, a Prefeitura reforça o compromisso com a valorização das mulheres agricultoras familiares, reconhecendo o papel essencial que elas desempenham na produção de alimentos e no desenvolvimento rural sustentável.

Ser mãe na agricultura familiar é sinônimo de força, dedicação e amor. A rotina, muitas vezes exaustiva, exige equilíbrio entre o cuidado com os filhos, a casa e o trabalho na terra. Ainda assim, essas mulheres seguem firmes, cultivando não apenas alimentos, mas também esperança e um futuro melhor para suas famílias.

A história de Marta de Oliveira Luiz representa bem essa realidade. Natural de Minas Gerais, ela chegou a Rondônia ainda criança e cresceu na zona rural de Cacoal, onde iniciou sua relação com o campo. Hoje, vive há 12 anos na Linha do Pavão, no distrito de União Bandeirantes, onde encontrou na agricultura familiar uma fonte de sustento e realização.

Marta começou com o cultivo de hortaliças e, posteriormente, investiu no café clonal, que se tornou o principal produto da propriedade. Para ela, ser mãe de quatro filhos e agricultora é um desafio diário, mas também uma fonte constante de aprendizado.

Mulheres do campo transformam dedicação e trabalho em sustento, cuidado e esperança para suas famílias“Cada dia é diferente. A gente precisa ser uma mulher determinada, ter certeza do que quer, ter fé em Deus e, acima de tudo, ser forte. A agricultura exige muito da gente, mas também nos fortalece”.

Ela destaca ainda a intensidade da rotina no campo.

“É acordar cedo, cuidar dos filhos, mandar para a escola, dar conta da casa e ainda ajudar na roça, seja plantando ou colhendo café. Não é simples, mas é gratificante”, completa.

Outra trajetória que inspira é a de Sebastiana Cláudia Albuquerque Soares, de 49 anos, natural de Rio Branco e moradora de Porto Velho há 25 anos. Mãe de seis filhos, ela traz na própria história a vivência da agricultura desde a infância, quando morava no Seringal Panorama, às margens do Rio Acre.

Graduada em Educação do Campo pela Universidade Federal de Rondônia, Sebastiana construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com as comunidades rurais. Atuou por mais de 15 anos na Associação Três Marias e hoje é coordenadora do Movimento das Mulheres Camponesas (MMC), além de trabalhar como consultora previdenciária, apoiando mulheres rurais na garantia de seus direitos.

“Minha vida sempre foi ligada ao campo. A gente aprende desde cedo que é preciso lutar, estudar e se unir para conquistar melhorias. Hoje, meu trabalho é justamente ajudar outras mães a terem acesso a direitos e mais dignidade”, destaca Sebastiana.

Prefeitura reforça apoio às mães da agricultura familiar com ações de incentivo e fortalecimento do campoPara o prefeito Léo Moraes, valorizar as mães agricultoras é reconhecer a base da produção de alimentos e o papel social dessas mulheres.

“As mães da agricultura familiar são exemplos de força e determinação. Elas sustentam suas famílias, contribuem para a economia local e ajudam a garantir alimento na mesa da população. Nossa gestão tem o compromisso de ampliar políticas públicas que apoiem essas mulheres e fortaleçam o campo”.

O secretário Douglas Bener também reforçou a importância das ações voltadas ao público feminino rural.

“Trabalhamos constantemente na construção de políticas públicas que atendam as mães agricultoras familiares, oferecendo assistência técnica, incentivo à produção e acesso a programas que melhorem a qualidade de vida no campo. Valorizar essas mulheres é investir no futuro da nossa agricultura”.

Neste Dia das Mães, a Prefeitura de Porto Velho fortalece seu compromisso com quem planta, colhe e cuida. As mães da agricultura familiar seguem como símbolo de resistência, amor e dedicação, cultivando não apenas alimentos, mas também histórias de superação, dignidade e esperança no campo.

Texto: Jean Carla Costa
Edição: Secom
Foto: Acervo pessoal (Sebastiana Cláudia e Marta de Oliveira)

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Fonte: Prefeitura de Porto Velho – RO

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Porto Velho

Maternidade que resiste: a força silenciosa de uma mãe atípica em Porto Velho

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Uma história de amor, luta diária e pequenas conquistas que transformam desafios em esperança

A palavra que define minha caminhada é resistência”, disse Luana Oliveira, ao relatar sua rotina de amor e cuidado com o filho“Eu só tô aqui hoje por ele.” É assim, com a voz firme e carregada de emoção, que Luana Oliveira resume a própria trajetória ao falar do filho, Isaque Oliveira, de 9 anos, diagnosticado com autismo. Mãe atípica e também autista, ela aprendeu a transformar os desafios da rotina em combustível para continuar seguindo em frente, mesmo nos dias mais difíceis.

As manhãs começam entre terapias, deslocamentos, cuidados e adaptações. Quase não sobra tempo para ela mesma. Ainda assim, Luana enfrenta a rotina com a força de quem encontrou no amor pelo filho um motivo para resistir diariamente.

“De manhã eu levo ele para as terapias das oito ao meio-dia. E os desafios são esses: normalmente a gente não consegue atendimento sem precisar lutar pelos direitos da criança”, relata.

Mas, em meio ao cansaço, existem momentos que fazem tudo valer a pena. Pequenas conquistas que poderiam passar despercebidas por outras pessoas, mas que para ela carregam um significado imenso.

Isaque é não verbal, mas começou recentemente a pronunciar algumas palavras. Cada som novo, cada tentativa de comunicação, se transforma em uma celebração dentro de casa.

“Quando ele solta algumas palavrinhas, isso me deixa muito feliz. É uma emoção que não tem como explicar”, conta a mãe.

Luana afirma que a maternidade mudou completamente sua vida. E não apenas pela chegada do filho. Em 2021, ela também recebeu o próprio diagnóstico de autismo, iniciando um processo de descoberta, adaptação e aceitação.

“Acho que a palavra que define minha caminhada é resistência. Depois do meu diagnóstico eu vivi um luto comigo mesma. Mas com ele foi diferente. O importante era ele estar vivo comigo.”

Prematuro, Isaque começou as terapias ainda muito pequeno. Desde então, Luana passou a estudar sobre o transtorno para compreender melhor o filho e também a si mesma.

“Eu precisei buscar conhecimento. Não é só viver a prática. A gente precisa entender, estudar, conhecer para conseguir cuidar melhor.”

A rotina dentro de casa também exige equilíbrio emocional constante. Luana explica que, nos momentos de crise do filho, precisa controlar as próprias emoções para conseguir acolhê-lo da maneira que ele necessita.

“Ser mãe atípica é um turbilhão. Uma hora ele está bem, outra hora está em crise. E como eu também sou autista, se eu não estiver bem emocionalmente, eu entro em crise junto com ele.”

Luana Oliveira acompanha o filho diariamente em terapias, transformando cada avanço em uma conquista de amor, cuidado e superaçãoMesmo diante dos desafios silenciosos, ela segue encontrando forças no vínculo construído diariamente com o filho. Um amor que aparece nos detalhes mais simples: no acompanhamento às terapias, na atenção constante, no cuidado paciente e na disposição de nunca desistir.

O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, destacou a importância de fortalecer políticas públicas voltadas às famílias atípicas do município.

“Cuidar das mães atípicas é também cuidar das famílias que enfrentam diariamente desafios silenciosos. Nosso compromisso é ampliar o acolhimento, garantir acesso aos serviços e oferecer mais dignidade para essas mães e crianças que precisam de apoio e atenção permanente”, afirmou o prefeito.

A secretária adjunta da Secretaria Municipal de Assistência Social e da Família (Semias), Tércia Marília, ressaltou a necessidade de dar visibilidade à realidade vivida por essas mulheres.

“Muitas mães atípicas dedicam integralmente suas vidas aos filhos e, muitas vezes, acabam invisibilizadas pela sociedade. Nosso trabalho é fortalecer essa rede de apoio, acolher essas famílias e garantir que elas saibam que não estão sozinhas”, destacou.

Neste Dia das Mães, histórias como a de Luana representam milhares de mulheres que vivem uma maternidade intensa, muitas vezes invisível, mas cheia de coragem, afeto e entrega.

A Prefeitura de Porto Velho, por meio da rede de assistência e acolhimento social, também busca dar visibilidade a mães que vivem essa realidade diariamente, fortalecendo ações de apoio e reconhecimento para famílias atípicas do município.

Porque entre uma rotina que exige atenção constante e um amor que não conhece pausa, o que Luana carrega nos braços vai muito além da maternidade. É uma história inteira de entrega.

Texto: Jhon Silva
Edição: Secom
Fotos: José Carlos

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Fonte: Prefeitura de Porto Velho – RO

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Porto Velho

Feira da Mulher do Norte reúne empreendedorismo, cultura e valorização feminina

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Ação da Prefeitura busca ampliar espaços de visibilidade e apoio para mulheres empreendedoras da cidade

Neuza Maria encontrou no artesanato um novo começo, transformando criatividade em superação, autoestima e qualidade de vidaNeuza Maria encontrou no artesanato mais do que uma fonte de renda. Encontrou um novo começo. Aposentada desde 2017, ela conta que enfrentou momentos difíceis após deixar a rotina de trabalho. O silêncio dentro de casa, a solidão e a depressão começaram a tomar espaço na vida dela. Foi então que um convite inesperado mudou tudo.

“Depois que me aposentei, eu fiquei muito deprimida. Aí começaram a me chamar pra fazer artesanato. Fui vendo vídeos na internet, aprendendo a trabalhar com resina, fazendo laços, criando outras coisas… e fui me apaixonando. Hoje eu gosto muito porque o artesanato me fez sair de casa, conhecer pessoas e me ajudou a vencer a depressão.”

Feira da Mulher do Norte reuniu empreendedorismo, cultura e valorização feminina em Porto VelhoHoje, aos poucos, Neuza reconstrói a própria história através das peças que produz com as mãos e da convivência com outras mulheres empreendedoras da capital.

Histórias como a dela marcaram a 17ª edição da Feira da Mulher do Norte, realizada sexta-feira (8) e sábado (09), no Porto Velho Shopping, no espaço Quintal do Madeira. Promovida pela Prefeitura de Porto Velho, a iniciativa se consolidou como um importante espaço de valorização feminina, incentivo ao empreendedorismo e fortalecimento da economia criativa local.

O evento reuniu cerca de 30 expositores dos segmentos de alimentação, artesanato, biojóias, cosméticos e produtos regionais feitos manualmente pelas próprias empreendedoras.

Lena Assis destacou a importância da Feira da Mulher do Norte como espaço de oportunidade e visibilidade para mulheres empreendedorasAlém da comercialização de produtos, o ambiente também foi marcado por apresentações culturais e pelo show da cantora Dani Maranhão em homenagem ao mês das mães, reunindo famílias, visitantes e consumidores em uma atmosfera de acolhimento e valorização das mulheres da capital.

A diretora assistencial da Coordenadoria de Políticas Públicas para Mulheres (CPPM), Lena Assis, destacou que a feira representa oportunidade e visibilidade para mulheres que muitas vezes encontram no empreendedorismo a única forma de sustento.

“Hoje temos cerca de 30 mulheres aqui com produtos variados e uma expectativa muito positiva de público. Muitas vivem do artesanato, da alimentação e dos cosméticos produzidos por elas mesmas. E espaços como esse são fundamentais porque muitas não têm condições de manter um ponto comercial ou pagar aluguel. Algumas são mães atípicas e sustentam suas famílias através dessas vendas.”

A gerente de políticas assistenciais para mulheres da CPPM, Carolina Martins, explicou que a iniciativa foi criada justamente para abrir portas para mulheres que estão começando a empreender.

Heloína De Souza celebra os resultados na Feira da Mulher do Norte e destaca o crescimento das vendas e oportunidades no evento.“O objetivo da Feira da Mulher do Norte é oferecer espaço para mulheres que estão iniciando no empreendedorismo e também para aquelas que já trabalham há mais tempo. Aqui elas conseguem divulgar seus produtos, ampliar os negócios e fortalecer seus empreendimentos.”

Quem também celebra os resultados da feira é Heloína De Souza, empreendedora do ramo de saboaria artesanal. Participando pela segunda vez da iniciativa, ela conta que o retorno positivo começou logo nas primeiras horas do evento. “Nem consegui arrumar direito minha banca e as vendas já começaram. É maravilhoso participar. Eu comecei a empreender dentro de casa e hoje estou levando meus produtos para vários lugares através da Feira.”

O prefeito Léo Moraes destacou que fortalecer iniciativas como a Feira da Mulher do Norte significa investir diretamente na autonomia e na qualidade de vida das mulheres porto-velhenses. “Quando a Prefeitura cria oportunidades para essas mulheres empreenderem, venderem seus produtos e conquistarem independência financeira, estamos fortalecendo famílias inteiras. A Feira é um espaço de valorização, acolhimento e transformação social.”

Texto: Jhon Silva
Edição: Secom
Fotos: Hellon Luiz

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Fonte: Prefeitura de Porto Velho – RO

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