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Agronegócio

SUÍNOS/CEPEA: Preços do vivo e da carne têm recuperação

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Cepea, 09/06/2022 – Os preços do suíno vivo e da carne reagiram neste início de junho, conforme apontam dados do Cepea. O aquecimento da demanda pela carne, como típico neste período de começo de mês, e a menor oferta de animais em peso ideal para abate justificam esse cenário de aumento das cotações. Nesta parcial de junho (entre 31 de maio e 8 de junho), o preço do suíno vivo colocado na indústria no Oeste Catarinense avançou 17,3%, a R$ 5,38/kg nessa quarta-feira, 8. Quanto às carcaças comum e especial, ambas negociadas no atacado da Grande São Paulo, foram negociadas, em média, a R$ 8,53 e a R$ 8,88/kg, respectivamente, no dia 8, valores 11,7% e 12% acima dos registrados em 31 de maio. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

Fonte: CEPEA

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Agronegócio

Nova Lei do Licenciamento Ambiental promete destravar investimentos e muda rotina do agro

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A Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025) entrou em vigor em 5 de fevereiro de 2026, após o período legal de adaptação (vacatio legis), trazendo uma das mudanças regulatórias mais relevantes dos últimos anos para a produção rural. A nova legislação cria regras nacionais para o licenciamento ambiental, padroniza etapas e estabelece prazos para análise dos processos — um ponto historicamente apontado pelo setor produtivo como gargalo para a expansão de atividades agropecuárias e agroindustriais.

Na prática, a lei não reduz exigências ambientais, mas altera a forma como elas serão aplicadas. O objetivo central é dar previsibilidade. Até agora, um mesmo projeto rural podia levar meses em um estado e anos em outro, dependendo da interpretação dos órgãos licenciadores. Com a padronização mínima, empreendimentos como irrigação, armazenagem, barragens de uso agrícola, confinamentos, granjas, agroindústrias e abertura de novas áreas consolidadas passam a ter maior clareza sobre prazo, documentação e enquadramento.

Isan Rezende

Segundo especialistas jurídicos, a principal mudança é a criação de modalidades de licenças mais adequadas ao nível de impacto da atividade. A Licença por Adesão e Compromisso (LAC) permitirá o licenciamento por autodeclaração técnica em atividades de baixo ou médio impacto ambiental. Já a Licença de Operação Corretiva (LOC) possibilita regularizar empreendimentos que já funcionam sem licença, desde que atendam às exigências técnicas.

Para o produtor, porém, a simplificação vem acompanhada de responsabilidade. A autodeclaração passa a ter peso legal — inconsistências podem gerar sanções administrativas, civis e até criminais.

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende, avalia que a lei muda o ambiente de investimento no campo.
“Durante anos o produtor não tinha medo da regra ambiental, tinha medo da incerteza. O problema nunca foi cumprir a lei, foi não saber qual lei seria aplicada, quanto tempo levaria e se o projeto ficaria parado indefinidamente. Quando há previsibilidade, o produtor investe”, afirmou.

Rezende explica que a nova legislação deve impactar principalmente infraestrutura dentro das propriedades.
“O Brasil ainda perde produtividade por falta de armazenagem, irrigação e estruturas de manejo. Muitos projetos estavam travados no licenciamento. Com prazos definidos e enquadramentos mais claros, veremos ampliação de silos, pivôs, confinamentos e agroindústrias. Isso não significa menos proteção ambiental — significa planejamento”, disse.

O dirigente também destaca que a LAC exigirá profissionalização técnica.
“A autodeclaração não é uma liberação automática. Ela aumenta a responsabilidade do produtor e do engenheiro agrônomo. Quem fizer projeto mal feito vai responder por isso. A nova lei valoriza assistência técnica qualificada e tende a reduzir a informalidade ambiental no campo”, completou.

Outro ponto relevante é a autonomia regional. Estados e municípios poderão definir quais atividades são de baixo ou médio impacto ambiental e qual licença será exigida, respeitando as regras gerais nacionais. Isso é considerado importante porque o Brasil possui realidades produtivas muito diferentes entre biomas.

As novas regras passam a valer imediatamente para processos futuros e também para licenciamentos em andamento, que deverão se adequar ao novo modelo.

O que muda, na prática, para o agro

Para o produtor rural, a lei traz efeitos concretos:

  • redução da imprevisibilidade para novos investimentos;

  • maior acesso a financiamento, já que bancos exigem licenças ambientais;

  • regularização de estruturas existentes;

  • avanço de projetos de irrigação e armazenagem;

  • mais responsabilidade técnica e documental.

O impacto maior não deve ser imediato na produção, mas no planejamento. A tendência é que 2026 e 2027 sejam anos de retomada de investimentos estruturais no campo. Em outras palavras: a lei não aumenta a safra de uma vez, mas cria as condições para que ela cresça nos próximos ciclos.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Alimentos ficam mais baratos no mundo e aumentam chance de inflação menor no Brasil

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Os preços globais dos alimentos iniciaram 2026 em queda. Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostra que janeiro marcou o quinto mês consecutivo de recuo no custo internacional da comida, movimento que pode ajudar a aliviar a inflação também no Brasil ao longo do ano.

O Índice de Preços de Alimentos da FAO — que acompanha uma cesta internacional de commodities — registrou 123,9 pontos em janeiro, baixa de 0,4% em relação a dezembro e de 0,6% na comparação anual.

A retração foi puxada principalmente pelos preços de laticínios, açúcar e carnes, que compensaram a alta observada nos óleos vegetais e no arroz.

O cenário internacional é de grande disponibilidade de alimentos. A FAO estima que a produção mundial de cereais em 2025 atingiu 3,023 bilhões de toneladas, com colheitas recordes de trigo, milho e arroz.
Com isso, os estoques globais devem crescer 7,8%, elevando a relação estoque/consumo para 31,8% — o maior nível desde 2001.

Esse ambiente indica um mercado internacional bem abastecido, reduzindo a pressão sobre os preços.

Entre os produtos:

  • Cereais: leve alta de 0,2%, com arroz subindo 1,8%

  • Óleos vegetais: +2,1%, impulsionados pelo óleo de palma e soja

  • Carnes: -0,4%, com queda da carne suína

  • Laticínios: -5,0%, principalmente queijo e manteiga

  • Açúcar: -1,0%, diante da recuperação produtiva na Índia e boas perspectivas no Brasil e Tailândia

Mesmo com a queda geral, a carne de frango apresentou movimento contrário: os preços internacionais subiram, sustentados pela forte demanda externa e pelo desempenho exportador brasileiro.

O comportamento das commodities alimentares é relevante para o consumidor brasileiro. A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda elevou levemente a previsão de inflação de 2026 para cerca de 3,6%, ainda próxima da meta de 3% e abaixo do IPCA de 2025, que ficou em 4,26%.

Segundo o órgão, a oferta global elevada de bens e combustíveis, somada aos efeitos da política monetária e ao enfraquecimento recente do dólar, deve favorecer a continuidade da desinflação — abrindo espaço para possível redução da taxa básica de juros ao longo do ano.

Apesar do cenário internacional favorável, o governo alerta que alimentos ainda podem apresentar oscilações internas. Eventos climáticos, menor oferta de carne bovina (com retenção de fêmeas no Brasil e nos Estados Unidos) e possíveis reduções na produção de itens como arroz, trigo, tomate e batata podem gerar pressões pontuais nos preços.

Na prática, o mundo bem abastecido ajuda a segurar a inflação geral, mas o comportamento da comida no prato do brasileiro continuará dependendo, sobretudo, do clima e da produção doméstica.

Fonte: Pensar Agro

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