Um jogo marcado por reviravoltas no placar na tarde deste domingo (26) terminou com empate entre as equipes de Palmeiras e Avaí, na Ressacada (Florianópolis-SC), pela 14ª rodada do Brasileirão. Os donos da casa saíram na frente com gol de pênalti de Bissoli no último minuto do primeiro tempo; e no primeiro minuto do segundo tempo, um pênalti batido por Gustavo Scarpa deixou tudo igual . O Verdão ainda chegou à virada com Rony, aos 20 da etapa final, mas, pouco depois, sofreu o gol de empate por 2 a 2 (placar final do duelo), aos 27, com gol de Jean Pyerre.
Com o importante ponto somado fora de casa, o Alviverde segue na liderança do certame com a mesma diferença de pontos em relação à rodada anterior, agora com 29 pontos, três a mais do que o Corinthians (segundo colocado, que empatou no clássico contra o Santos por esta rodada).
O Palmeiras, além de líder, é dono do melhor ataque do Nacional (27 gols), da melhor defesa (10 sofridos, ao lado do Corinthians), e também o time que está há mais partidas invictas no Brasileiro – só perdeu pela primeira rodada e, portanto, em seus 13 jogos seguintes, soma invencibilidade com oito vitórias e cinco empates – é a maior atual do Brasileirão 2022, já que todas as outras equipes ou empataram ou perderam algum duelo a partir da segunda rodada.
Fora de casa, no Brasileiro, o Palmeiras também é o melhor visitante do Nacional, tendo conquistado conquistou 15 dos 21 pontos possíveis: são quatro vitórias e três empates, sendo, inclusive, o único time do Brasileirão 2022 que não perdeu fora de casa.
Palmeiras e Avaí mediram forças pela primeira vez em 1976, quando se cruzaram pelo Brasileirão daquele ano. No Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC), o Verdão levou a melhor na ocasião, vencendo por 1 a 0 com gol de Toninho Catarina, se fazendo valer da lei do ex, já que o ídolo palmeirense fora revelado na justamente no Leão da Ilha poucos anos antes.
Após este primeiro confronto, as equipes passaram a se enfrentar com mais frequência somente no século atual entre idas e vindas do adversário da Série B à Série A, além de um encontro eliminatório pela Copa do Brasil de 2014 que valia vaga às oitavas de final, do qual o Palmeiras levou a melhor.
Ao todo, a história registra 19 duelos entre as equipes, com ampla vantagem palmeirense: 14 vitórias contra apenas duas derrotas sofridas, além de três empates (já com o de hoje); foram 48 gols marcados pelo Maior Campeão do Brasil contra 18 que sofreu.
De quebra, o Alviverde ainda chegou ao seu nono jogo invicto contra equipes catarinenses. Desde que fora superado pela última vez para uma equipe do estado de Santa Catarina, pelo Brasileirão de 2017, para o próprio Avaí, na Ressacada, o Verdão nunca mais perdeu para times do estado sulista, pois, em seu primeiro confronto após o revés ante uma equipe desta região (contra a Chapecoense, pelo Brasileiro de 2018, em casa), empatou sem gols em casa; depois, emplacou sete vitórias, sendo cinco contra a Chape e outras duas contra o adversário da vez, todas pelo Brasileirão. E, agora, mais este empate contra o Avaí, somando 9 jogos invictos contra times deste local, com sete vitórias e dois empates.
Outra marca invicta ampliada pelo Palmeiras, além de contra clubes catarinenses, foi atuando no estado de Santa Catarina. Com este empate, chegou a cinco jogos sem perder no estado, sendo que nos quatro duelos anteriores havia vencido todos: o próprio Avaí, por 2 a 1, na Ressacada (em Florianópolis), pelo Brasileiro de 2019, e, depois, a Chapecoense, três vezes, todas também pelo Brasileiro (em Chapecó): edições de 2018, 2019 e de 2021 (pelos placares de 2 a 1 em 2018 e 2019, e 2 a 0 em 2021).
Individualmente, a partida marcou o retorno de Raphael Veiga, lesionado e fora do time nos últimos quatro jogos; marcou também mais uma boa atuação de Weverton, importante em lances-chave do duelo; e ainda fez com que Scarpa e Rony ampliassem seus número de gols: o camisa 14 foi a 39 pelo clube no total, e, com isso, empatou com Kleber como 6º maior artilheiro do Palmeiras neste século, além de alcançar a 76ª posição na lista geral de artilheiros da história, ao lado de Aquiles, Euller e Kleber.
Já Rony chegou a 37 gols pelo clube e, com isso, igualou Alex Mineiro na 9ª posição entre os artilheiros do Palmeiras neste século; de quebra, com seus agora 37 gols, alcançou a 83ª posição na lista geral de artilheiros da história, ao lado de Alex Mineiro e Cabeção (jogador dos anos 40 do Verdão). Rony, aliás, era o jogador que, até antes dessa partida, acumulava a maior sequência como titular consecutivamente (foi assim nos 14 jogos anteriores); além disso, é o que mais atuou nesta temporada, com 37 partidas.
PALMEIRAS: Weverton; Mayke, Luan, Gustavo Gómez e Jorge; Gabriel Menino (Atuesta, aos 37’/2ºT), Zé Rafael e Gustavo Scarpa (Raphael Veiga, aos 14’/2ºT); Wesley (Dudu, aos 23’/2ºT), Rafael Navarro (Gabriel Veron, aos 37’/2ºT) e Breno Lopes (Rony, aos 14’/2ºT). Técnico: Abel Ferreira.
Gols: Bissoli (52’/1ºT) (1-0), Gustavo Scarpa (2’/2ºT) (1-1), Rony (20’/2ºT) (1-2) e Jean Pyerre (27’/2ºT).
O Internacional ficou no empate em 1 a 1 com o Remo, na noite desta segunda-feira (17), no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Colorado abriu vantagem com Carbonero, mas sofreu o empate nos acréscimos, após cobrança de falta de Vitor Bueno.
Com o resultado, o Internacional chegou aos 24 pontos e deixou a zona de rebaixamento, assumindo a 16ª posição. A equipe, no entanto, segue sem vencer na competição há sete partidas, com quatro derrotas e três empates no período. O Remo permanece no 18º lugar, com 23 pontos.
O time gaúcho começou pressionando e conseguiu marcar logo aos três minutos. Matheus Bahia avançou pela esquerda e cruzou para Carbonero, que finalizou de primeira, rasteiro, sem chances para o goleiro Marcelo Rangel.
Ainda no primeiro tempo, aos 26 minutos, Alan Patrick encontrou Carbonero em boa posição. O atacante ficou frente a frente com o goleiro remista, mas chutou para fora e desperdiçou a oportunidade de ampliar a vantagem.
Na etapa final, o Internacional voltou a criar chances. Aos 21 minutos, Tchamba errou ao recuar a bola, e Calebe aproveitou para antecipar-se à defesa do Remo. O meia acionou Carbonero, que invadiu a área, mas bateu ao lado da meta adversária.
Quando o Colorado parecia encaminhar a vitória, o Remo reagiu no último lance da partida. Aos 50 minutos, Vitor Bueno cobrou uma falta de longa distância. A bola desviou na barreira, enganou o goleiro Matheus Cunha e morreu no fundo das redes, garantindo o empate para a equipe visitante.
Carbonero, aos 3 minutos do 1º tempo (Internacional); Vitor Bueno, aos 50 minutos do 2º tempo (Remo)
Árbitra
Edina Alves Batista (SP)
Assistentes
Neuza Ines Back (SP) e Marcia Bezerra Lopes Caetano (RO)
VAR
Gilberto Rodrigues Castro Junior (PE)
Internacional
Matheus Cunha; Mercado, Bruno Gomes e Maripán; Matheus Bahia, Rodrigo Villagra, Bruno Henrique (Paulinho Paula) e Vitinho (Félix Torres); Bernabei (Allex), Alan Patrick (Calebe) e Carbonero (Alerrandro). Técnico: Paulo Pezzolano.
Remo
Marcelo Rangel; Yago Pikachu, Zé Ivaldo, Tchamba e Marllon (David Braga); Zé Welison (Patrick), Leonel Picco (Vitor Bueno) e Zé Ricardo; Marcelinho (Galeano), Gabriel Taliari e Jajá (Alef Manga). Técnico: Léo Condé.
O Santos derrotou o Vasco por 3 a 0 neste domingo, em São Januário, no Rio de Janeiro, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado tirou o Peixe da zona de rebaixamento e marcou a primeira vitória da equipe como visitante nesta edição da competição.
Gabigol, Willian Arão e Luan Peres fizeram os gols santistas. Com o triunfo, o Santos chegou aos 25 pontos e subiu para a 14ª colocação. O Vasco, por outro lado, permaneceu na 18ª posição, com 22 pontos, e segue entre os quatro últimos do campeonato.
Vasco cria as primeiras chances
O time da casa começou buscando o ataque e teve as duas primeiras finalizações da partida. Colidio, que fazia sua estreia, recebeu passe de Robert Renan dentro da área, mas mandou por cima do gol. Depois, Andrés Gómez arriscou de fora da área, sem exigir defesa de Gabriel Brazão.
A primeira oportunidade clara do Santos surgiu com Gabigol. O atacante recebeu de Barreal e ficou frente a frente com Léo Jardim, mas finalizou para fora e desperdiçou a chance de abrir o placar.
Na reta final do primeiro tempo, o Peixe voltou a ameaçar. Neymar cobrou escanteio pela direita, a defesa vascaína afastou parcialmente e Caballero aproveitou a sobra para cabecear no travessão.
Santos decide a partida na etapa final
O Vasco voltou mais agressivo do intervalo e quase marcou logo no início. Após uma boa jogada pelo lado direito, Tchê Tchê apareceu livre na área, mas finalizou acima do gol.
Pouco depois, Puma Rodríguez recebeu na entrada da área e acertou a trave de Gabriel Brazão. Apesar da pressão vascaína, foi o Santos quem abriu o placar.
Aos 12 minutos, Rollheiser iniciou um contra-ataque e encontrou Gabigol. O camisa 9 avançou, entrou na área e bateu para colocar o Peixe em vantagem.
O segundo gol saiu aos 31 minutos. Neymar cobrou falta na área, Léo Jardim tentou afastar, mas a bola acabou tocando na cabeça de Willian Arão antes de morrer no fundo da rede.
O Santos fechou a goleada pouco depois. Em uma nova jogada ofensiva, Luan Peres aproveitou a oportunidade e marcou o terceiro gol da equipe paulista.
Com a vantagem construída, o Peixe administrou o resultado até o apito final e deixou o Rio de Janeiro com três pontos importantes na luta contra o rebaixamento.
FICHA TÉCNICA
Placar
Vasco 0 x 3 Santos
Competição
Campeonato Brasileiro — 23ª rodada
Local
Estádio São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)
Data
16 de agosto de 2026, domingo
Horário
16h, de Brasília
Cartões amarelos
Robert Renan e Paulo Henrique (Vasco)
Gols
Gabigol, aos 22 minutos do 2º tempo (Santos); Arão, aos 31 minutos do 2º tempo (Santos); Luan Peres, aos 35 minutos do 2º tempo (Santos)
Vasco
Léo Jardim; Paulo Henrique, Cuesta, Robert Renan, Lucas Piton (Puma); Thiago Mendes, Jair (Sosa), Tchê Tchê (Nuno Moreira); Andrés Gómez, Spinelli (David) e Colidio (Hinestroza)
Técnico
Pedro Emanuel
Santos
Gabriel Brazão; Igor Vinicius, Arão, Luan Peres e Escobar; João Schdmit, Oliva (Gustavinho), Caballero (Rollheiser) e Barreal (Rony); Gabigol (Thaciano) e Neymar
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