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Agronegócio

Fersul conecta agricultura familiar a novos mercados e tecnologia

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Começa nesta quarta-feira (12.08), em Rio do Sul (190 km da capital, Florianópolis), em Santa Catarina, a 15ª Feira Multissetorial do Alto Vale do Itajaí (Fersul). Embora reúna diferentes setores da economia, a edição deste ano terá pela primeira vez uma área exclusiva para o agronegócio, com 42 expositores da região.

O espaço terá 300 metros quadrados e funcionará como uma vitrine para produtos da agricultura familiar. Entre os participantes estão 32 agroindústrias que trabalham com alimentos processados e produtos de maior valor agregado, além de produtores de plantas ornamentais e empreendimentos de turismo rural.

A proposta é aproximar os produtores diretamente dos consumidores, comerciantes, distribuidores e possíveis parceiros. Para as pequenas agroindústrias, a participação pode abrir canais de venda fora dos municípios de origem e aumentar a visibilidade de marcas ainda pouco conhecidas no mercado regional.

Antes da feira, os produtores passaram por um ciclo de preparação promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Os treinamentos abordaram atendimento ao público, técnicas de venda e apresentação dos produtos e das marcas.

A capacitação busca resolver uma dificuldade comum entre pequenos empreendimentos rurais. Mesmo quando possuem alimentos de qualidade e produção regular, muitas agroindústrias encontram obstáculos para definir preços, apresentar seus diferenciais e alcançar compradores além da venda direta na propriedade.

O turismo rural também terá espaço na feira. Os empreendimentos participantes apresentarão experiências ligadas à produção agrícola, à gastronomia e ao modo de vida das comunidades do Alto Vale do Itajaí. A atividade permite que as famílias rurais complementem a renda com hospedagem, alimentação, visitas às propriedades e comercialização de produtos locais.

A estrutura dedicada ao agro conta com a participação da Cresol, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), da Cooperfavi e do Sebrae.

Além da área rural, a Fersul terá ambientes voltados à inovação, à tecnologia e ao empreendedorismo feminino. Parte das soluções apresentadas nesses espaços poderá ser aproveitada pelas agroindústrias em atividades como gestão, vendas digitais, divulgação das marcas e organização dos processos produtivos.

Realizada pela Associação Empresarial de Rio do Sul (Acirs), a Fersul chega à 15ª edição como a principal feira de negócios do Alto Vale. A programação segue até sexta-feira (14.08), com exposição multissetorial, palestras, atividades técnicas e um congresso empresarial.

Serviço

Evento: 15ª Feira Multissetorial do Alto Vale do Itajaí
Data: 12 a 14 de agosto de 2026
Abertura: quarta-feira, às 16 horas
Local: Centro de Eventos Hermann Purnhagen

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Tecnologia biológica que poupa R$ 143 bilhões será debatida em Curitiba

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Começa na quarta-feira da próxima semana (19.08), em Curitiba, no Paraná, a 22ª Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (Relare). O evento discutirá o avanço dos bioinsumos, tecnologias que já permitem à soja brasileira economizar aproximadamente R$ 143 bilhões por safra com fertilizantes nitrogenados.

Promovido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPIIBio) e a CropLife Brasil, o encontro deverá reunir cerca de 200 pesquisadores, representantes da indústria, consultores, integrantes de universidades e órgãos de fiscalização.

Bioinsumos são produtos desenvolvidos a partir de organismos vivos ou de substâncias naturais. Entre eles estão os inoculantes, que contêm bactérias ou fungos capazes de melhorar o aproveitamento de nutrientes, estimular o desenvolvimento das plantas e auxiliar no controle de pragas e doenças.

O exemplo mais conhecido é a fixação biológica de nitrogênio na soja. A tecnologia utiliza bactérias que capturam o nitrogênio do ar e o disponibilizam para a planta, dispensando a aplicação de fertilizantes nitrogenados na cultura.

Segundo a Embrapa, aproximadamente 85% da área brasileira de soja recebe inoculantes a cada safra. Mesmo onde as bactérias já estão presentes no solo, a recomendação é repetir a aplicação anualmente.

A inoculação com bactérias do gênero Bradyrhizobium pode elevar a produtividade da soja em cerca de 8%. Quando combinada com outros microrganismos promotores do crescimento, o ganho pode chegar a 16%, dependendo das condições da lavoura.

Na última safra, a substituição dos fertilizantes nitrogenados pela fixação biológica proporcionou economia estimada em R$ 142,8 bilhões. A tecnologia também evitou a emissão de quase 280 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente, volume comparável às emissões anuais de aproximadamente 60 milhões de automóveis.

As pesquisas avançam para outras culturas. No milho, principalmente na segunda safra, já são comercializadas mais de 40 milhões de doses de inoculantes por ano. Os produtos não eliminam completamente a necessidade de adubação nitrogenada, mas podem aumentar o aproveitamento do nutriente e, em determinadas condições, permitir redução de até 25% na cobertura com nitrogênio.

Outro campo de estudo envolve microrganismos que ajudam as plantas a aproveitar o fósforo acumulado no solo. Parte desse nutriente permanece presa às partículas da terra e não pode ser absorvida pelas raízes. Os microrganismos mobilizadores de fosfato transformam parte desse estoque em formas acessíveis às culturas.

O controle biológico de pragas e doenças também estará na programação. A utilização de fungos, bactérias e outros agentes naturais amplia as opções de manejo e pode reduzir a dependência de defensivos químicos, sem dispensar o acompanhamento técnico da lavoura.

Durante os dois dias, os participantes discutirão protocolos para avaliar a qualidade dos inoculantes, critérios de validação de novos produtos, legislação e condições de mercado. O objetivo é evitar que a rápida expansão da oferta seja acompanhada pela comercialização de produtos sem eficiência comprovada.

A programação terá ainda uma rodada de negócios para aproximar pesquisadores e empresas interessadas em transformar tecnologias desenvolvidas nos laboratórios em produtos disponíveis aos agricultores.

A organização recebe até sábado (15.08) resumos de trabalhos científicos, que serão apresentados em sessão de pôsteres e publicados nos anais do evento. Para enviar o material, o interessado precisa estar inscrito na Relare.

Serviço

Evento: 22ª Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola
Data: 19 e 20 de agosto de 2026
Local: Centro de Eventos do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep)
Endereço: Avenida Comendador Franco, 1.341, Jardim Botânico, Curitiba
Trabalhos científicos: envio até 15 de agosto
Informações: [email protected]
Inscrições: clique aqui

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Frango brasileiro recupera mercados e exportações crescem 29,9%

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As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram 519,2 mil toneladas em julho, crescimento de 29,9% sobre o mesmo mês de 2025. A receita chegou a R$ 5,06 bilhões, alta de 34,3%, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O avanço expressivo precisa ser analisado a partir da base de comparação. Em julho do ano passado, importantes compradores mantinham restrições à carne de frango brasileira após o registro de influenza aviária de alta patogenicidade em uma granja comercial. China, União Europeia (UE) e África do Sul não compraram o produto brasileiro naquele mês.

Com a retomada desses mercados, a China voltou à primeira posição entre os destinos em julho de 2026, com 70,5 mil toneladas. A União Europeia comprou 36,8 mil toneladas, enquanto a África do Sul adquiriu 26,1 mil toneladas.

Os Emirados Árabes Unidos ficaram na segunda colocação, com 41,4 mil toneladas, queda de 19,9%. A Arábia Saudita comprou 39,7 mil toneladas, alta de 26,2%, e o Japão recebeu 38,5 mil toneladas, redução de 10,2%.

A receita cresceu acima do volume exportado, indicando melhora no valor médio do produto. Em julho de 2025, os embarques haviam movimentado R$ 3,76 bilhões. O valor médio por tonelada passou de aproximadamente R$ 9,4 mil para R$ 9,7 mil.

No acumulado entre janeiro e julho, o Brasil exportou 3,455 milhões de toneladas, aumento de 15,2% sobre os 3 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano passado. A receita avançou 19,3%, de R$ 28,61 bilhões para R$ 34,12 bilhões.

O resultado confirma a recuperação da avicultura depois das suspensões temporárias provocadas pela gripe aviária em 2025. O foco da doença foi controlado sem que o vírus se espalhasse para outras granjas comerciais, permitindo a retomada gradual das vendas aos principais compradores.

O Paraná respondeu por 227,1 mil toneladas em julho, crescimento de 49,3%, e concentrou quase 44% dos embarques nacionais. Santa Catarina ficou em segundo lugar, com 114,4 mil toneladas, alta de 20%.

O Rio Grande do Sul exportou 58 mil toneladas, avanço de 25,5%. São Paulo embarcou 29,2 mil toneladas, crescimento de 9%, enquanto Goiás chegou a 25,8 mil toneladas, alta de 13,3%.

O Brasil ocupa a liderança mundial nas exportações de carne de frango. A ABPA projeta que a produção nacional fique entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre o ano passado. Os embarques podem chegar a 5,875 milhões de toneladas, alta de até 10,3%.

Apesar da recuperação, o setor ainda enfrenta incertezas no mercado europeu. A partir de 3 de setembro, a União Europeia poderá suspender novamente as compras caso o Brasil não seja incluído na lista de países que comprovam o cumprimento das novas regras sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.

A possível restrição exigirá rastreabilidade dos medicamentos, controle das rações e separação dos lotes destinados ao mercado europeu. Como o ciclo do frango é mais curto que o dos bovinos, a indústria tem maior capacidade de adaptar rapidamente a produção, mas depende do reconhecimento dos protocolos brasileiros pelas autoridades europeias.

Fonte: Pensar Agro

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