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Agronegócio

Exportações de carne suína do Brasil cresceram em fevereiro

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Dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam que as exportações brasileiras de carne suína mantiveram trajetória de crescimento em fevereiro, impulsionadas sobretudo pela ampliação das compras em mercados asiáticos. Os embarques somaram 122,1 mil toneladas no mês, alta de 6,7% em relação ao mesmo período de 2025, quando o volume exportado foi de 114,4 mil toneladas. A receita também avançou, atingindo US$ 284,1 milhões — aumento de 4,1% na comparação anual.

No acumulado do primeiro bimestre, o desempenho do setor segue positivo. Entre janeiro e fevereiro, o Brasil exportou 238,4 mil toneladas de carne suína, crescimento de 8,1% frente às 220,5 mil toneladas registradas no mesmo intervalo do ano passado. Em valores, a receita alcançou US$ 554,4 milhões, expansão de 8,5% sobre os US$ 510,9 milhões obtidos no início de 2025, indicando manutenção da demanda internacional pela proteína brasileira.

A expansão das vendas externas foi puxada principalmente pelas compras das Filipinas, que consolidaram a posição de principal destino da carne suína do Brasil. O país asiático importou 40,9 mil toneladas em fevereiro, salto de 77,4% na comparação anual. Japão e China aparecem na sequência entre os maiores compradores, enquanto mercados como Chile e Hong Kong também figuram entre os principais destinos. Em contraste, os embarques para a China registraram retração relevante no período, refletindo ajustes no ritmo de importações do gigante asiático.

Segundo avaliação da Associação Brasileira de Proteína Animal, o avanço em diferentes mercados indica um movimento de diversificação da pauta exportadora, reduzindo a dependência de poucos destinos e ampliando a segurança comercial do setor. A entidade também destaca que fatores como o status sanitário do rebanho brasileiro, a capacidade de produção em larga escala e a competitividade logística têm reforçado a posição do país no comércio global da proteína.

Entre os estados exportadores, Santa Catarina permanece na liderança dos embarques, com 57 mil toneladas enviadas ao exterior em fevereiro, embora com recuo de 7,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. Na sequência aparecem Rio Grande do Sul, com 29,7 mil toneladas e crescimento de 24,1%, e Paraná, que exportou 20,6 mil toneladas, avanço de 15,3%. Também registraram expansão Mato Grosso, com 3,9 mil toneladas embarcadas, e Minas Gerais, com 3,1 mil toneladas, refletindo a ampliação da presença de diferentes regiões brasileiras no comércio internacional da carne suína.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Conferência internacional coloca etanol de milho no centro da estratégia do agro

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A 3ª edição da Conferência Internacional sobre Etanol de Milho, promovida pela União Nacional do Etanol de Milho em parceria com a Datagro, ocorre nesta quinta-feira (16.04), em Cuiabá (MT), reunindo produtores, indústrias, investidores e autoridades para discutir o avanço de uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.

A escolha de Mato Grosso como sede reforça o peso do estado no setor. Hoje, a maior parte das usinas de etanol de milho em operação no Brasil está concentrada na região, impulsionada pela grande oferta de grãos e pela necessidade de agregar valor à produção local.

Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e Plínio Nastari presidente da Datagro na abertura da Conferencia 

O evento está sendo realizado em um momento de expansão acelerada da indústria. A produção brasileira de etanol de milho deve superar 8 bilhões de litros na safra 2025/26, consolidando o país como um dos principais polos globais dessa tecnologia. O crescimento vem sendo sustentado pelo modelo de usinas flex, que operam com milho e cana, garantindo maior eficiência e uso contínuo da capacidade industrial.

A conferência reúne lideranças do setor para discutir desde avanços tecnológicos até desafios estruturais, como logística, financiamento e políticas públicas. Também estão na pauta as tendências do mercado internacional e o papel do Brasil na transição energética, com destaque para os biocombustíveis.

Outro ponto central do debate é a integração entre agricultura e indústria. O etanol de milho passou a funcionar como uma alternativa relevante de demanda para o produtor, reduzindo a dependência das exportações e contribuindo para maior estabilidade de preços, especialmente em anos de safra elevada.

Além do combustível, a cadeia também gera coprodutos com forte impacto econômico, como o DDG/DDGS, utilizado na alimentação animal, que tem ampliado a competitividade da pecuária, sobretudo em regiões produtoras.

Para o produtor rural, o avanço desse modelo representa uma mudança estrutural. A industrialização dentro do próprio estado encurta distâncias, reduz custos logísticos e cria novas oportunidades de renda, transformando o milho em matéria-prima não apenas de exportação, mas de energia e proteína.

Ao reunir os principais agentes da cadeia, a conferência busca alinhar estratégias e consolidar o papel do etanol de milho como vetor de crescimento do agro brasileiro nos próximos anos — com impacto direto sobre demanda, preços e agregação de valor no campo.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Três Pontas recebe hoje encontro que reúne mulheres da cafeicultura

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Um dos principais municípios produtores de café do Brasil, Três Pontas (cerca de 270km da capital, Belo Horizonte), em Minas Gerais, sedia nesta quinta-feira (16.04) a 9ª edição do Encontro Mineiro de Cafeicultoras, evento que ganha espaço na agenda do setor ao discutir gestão, mercado e posicionamento feminino dentro da cadeia do café.

O encontro ocorre em um momento estratégico para a cafeicultura brasileira. O Brasil segue como maior produtor e exportador mundial, com produção próxima de 55 milhões de sacas nas últimas safras, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, e Minas Gerais responde por cerca de metade desse volume. Dentro desse contexto, o Sul de Minas, onde está Três Pontas, concentra parte relevante da produção e da qualidade do café nacional.

Com o tema “Voz e Identidade na Nova Era da Cafeicultura – Mulheres do Café”, o evento coloca em pauta a profissionalização da atividade e o avanço da presença feminina em áreas que vão da gestão da propriedade à comercialização de cafés especiais. A proposta é discutir como posicionamento, marca e qualidade passaram a influenciar diretamente o valor agregado da produção.

A programação reúne especialistas e produtoras para tratar de temas práticos do dia a dia. Entre os destaques estão debates sobre diversificação de renda, como o agroturismo em propriedades cafeeiras, estratégias de networking no agro e o crescimento do mercado de cafés especiais — segmento que tem ampliado margens e aberto espaço para produtores que investem em qualidade e rastreabilidade.

O avanço da participação das mulheres no campo tem sido um dos movimentos mais consistentes do agro nos últimos anos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam crescimento da presença feminina na gestão de propriedades rurais, especialmente em cadeias mais organizadas e voltadas à exportação, como o café.

Na prática, esse movimento acompanha mudanças no próprio mercado. A demanda internacional por cafés especiais, com origem definida e práticas sustentáveis, tem ampliado o espaço para modelos de produção mais estruturados, onde gestão, comunicação e posicionamento passam a ter peso semelhante ao da produtividade.

Serviço
Evento: 9º Encontro Mineiro de Cafeicultoras
Data: quinta-feira, 16 de abril
Local: Três Pontas (MG)
Tema: “Voz e Identidade na Nova Era da Cafeicultura – Mulheres do Café”

Fonte: Pensar Agro

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