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EUA: Bolsonaro ‘quebrou o gelo’ com Biden e com o argentino Fernández

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O presidente Jair Bolsonaro na IX Cúpula das Américas, em Los Angeles.
Reprodução/Itamaraty Brasil – 10.06.2022

O presidente Jair Bolsonaro na IX Cúpula das Américas, em Los Angeles.

“Quebrou-se o gelo” no relacionamento entre os presidentes Jair Bolsonaro e Joe Biden . Com essa expressão o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, descreveu o primeiro encontro entre os dois chefes de Estado, no âmbito da IX Cúpula das Américas, que termina nesta sexta-feira. E esse não foi o único gelou que se quebrou na cidade de Los Angeles, sede do encontro. Segundo confirmou o chanceler brasileiro, Bolsonaro também teve seu primeiro tête-à-tête — improvisado e por inciativa do presidente brasileiro — com seu par argentino, Alberto Fernández.

O clima na delegação brasileira é de satisfação e, em alguns casos, até mesmo euforia. Se em algum momento houve receio sobre a presença de Bolsonaro na cúpula presidencial, após a conversa com Biden todos respiraram aliviados. Ficou claro que as negociações entre o Planalto e a Casa Branca para convencer o presidente a vir até Los Angeles incluíram garantias de que a visita de Bolsonaro ocorreria num ambiente cordial, sem saias justas nem cascas de banana.

De fato, não houve nada disso. O presidente brasileiro foi recebido num clima de extrema boa predisposição por parte dos anfitriões. Fontes do governo brasileiro asseguraram que nas conversas bilaterais não houve cobranças sobre democracia, meio ambiente, ataques ao Supremo Tribunal Federal ou eleições. O próprio Bolsonaro confirmou que falou mais do que Biden, e que o encontro superou suas expectativas.

“O encontro superou mesmo as expectativas e reforçou o papel do Brasil como um global player, esse é o lugar do Brasil no mundo”, frisou o chanceler brasileiro, visivelmente satisfeito com o resultado do encontro.

O embaixador do Brasil nos EUA, Nestor Foster, disse a vários interlocutores que a reunião bilateral foi “excepcional”, mesmo termo usado por Bolsonaro para falar sobre sua conversa com um presidente que o governo brasileiro demorou mais de um mês para reconhecer como chefe de Estado eleito. A sensação em Los Angeles foi de que somente agora, após o encontro, Bolsonaro finalmente passou a considerar Biden como presidente legítimo dos Estados Unidos. E Donald Trump? É coisa do passado, repetiram em coro representantes do governo brasileiro.

Esta mesma semana, Bolsonaro falou sobre suspeitas de fraude na eleição presidencial americana de 2020. Em Los Angeles, nada disso foi mencionado. O governo Biden cumpriu suas promessas de que a visita de Bolsonaro ocorreria sem sobressaltos, e Bolsonaro não falou em Trump, nem em suposta fraude no pleito de 2020. Observado de fora, pareceu um acordo muito bem costurado para garantir que o presidente brasileiro estaria na cúpula e evitaria, assim, que o encontro de presidentes fosse um total fracasso para a Casa Branca.

A ausência do presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, foi um golpe duro para o governo americano. Também se ausentaram os chefes de Estado de Honduras, El Salvador, Uruguai, Guatemala e Bolívia, entre outros. Contar com a participação do Brasil era fundamental para derrubar a narrativa de que os EUA não conseguiram trazer países de peso até Los Angeles.

O encontro foi muito mais frio do que outros, por exemplo, entre Biden e o presidente do Chile, Gabriel Boric. Mas o Brasil colocou sobre a mesa a agenda que interessa a Bolsonaro, principalmente sobre comércio. O governo brasileiro pediu até mesmo a revisão das cotas aplicadas às importações de aço e obteve de Biden a promessa de que pediria informações sobre o assunto. Virou-se uma página. Resta saber como vai evoluir o que começou na cúpula.

O encontro com Fernández foi outra surpresa. Segundo comentaram fontes brasileiras, foi Bolsonaro quem chamou o presidente argentino para conversar e ambos terminaram falando sobre energia, investimentos e, também, sobre a situação política regional. Expressaram suas diferenças de coração aberto, explicou uma fonte do governo brasileiro.

O presidente brasileiro impôs condições para vir à cúpula e confirmou que só viajou porque “a agenda foi acertada”.

“É igual casamento, você aceita meus defeitos, eu aceito os teus e vamos ser felizes”, foi a frase que definiu o novo momento da relação bilateral.

Quando será a nova crise conjugal? É o que muitos se perguntam.

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Fonte: IG Mundo

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Presidente da COP28 nega suposta negociação petrolífera dos EAU

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A COP28 acontece em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos
Reprodução/ENGIE – 09.06.2023

A COP28 acontece em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos

O presidente da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP28) , que acontece em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos (EAU), negou as acusações de estar buscando acordos petrolíferos durante o encontro desta quinta-feira (30).

Nesta semana, uma investigação conjunta entre a Center for Climate Reporting ( CCR) e a BBC veiculou supostos e-mails do Sultão al-Jaber , que é o presidente-executivo da empresa petrolífera nacional Adnoc e o enviado climático dos Emirados Árabes Unidos.

Segundo o presidente, “essas alegações são falsas, não são verdadeiras, são incorretas e não são precisas”. A fala foi dada em uma coletiva com repórteres, nesta quarta-feira (29), um dia antes dos encontros que ocorrerão devido a COP28 nas próximas duas semanas.

“É uma tentativa de minar o trabalho da presidência da COP28 . Deixe-me fazer uma pergunta: você acha que os Emirados Árabes Unidos ou eu precisaremos da COP ou da presidência da COP para estabelecer acordos comerciais ou relações comerciais?”, continua.

As informações vazadas mostram documentos informativos preparados pela equipe que coordena a COP28 antes das reuniões bilaterais com 27 líderes mundias. Esses preparativos são feitos como parte do processo diplomático com os governantes. Entretanto, no briefing, além dos assuntos relacionados às negociações climáticas, a equipe acrescentou nos “pontos de discussão” e “perguntas” sobre a Adnoc e a Masdar — empresa de energia sustentável, também presidida por Al Jaber.

A BBC informou que o briefing inclui nos pontos de discussão 15 países que a Adnoc pretende trabalhar na extração de petróleo e gás. Alguns exemplos são a China, Moçambique, Canadá e Austrália, dizendo que a empresa está “disposta a avaliar conjuntamente as oportunidades internacionais de GNL [gás natural liquefeito]”. Outro exemplo é a Colômbia, onde a Adnoc diz “estar pronta” para ajudar no desenvolvimento das reservas de petróleo e gás.

Na coletiva, al-Jaber pediu: “Por favor, pela primeira vez, respeite quem somos, respeite o que alcançamos ao longo dos anos e respeite o facto de termos sido claros, abertos, limpos, honestos e transparentes sobre como queremos conduzir este processo COP”.

Fonte: Internacional

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Hamas afirma que bombardeio de Israel matou bebê e familiares reféns

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Segundo o Hamas, o bebê de 10 meses, o seu irmão e sua mãe foram mortos no bombardeio feito pelas Forças de Israel
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Segundo o Hamas, o bebê de 10 meses, o seu irmão e sua mãe foram mortos no bombardeio feito pelas Forças de Israel

As Forças de Defesa de Israel (FDI) se pronunciaram após a alegação feita pelo grupo extremista Hamas nesta quarta-feira (29), dizendo estar investigando se a afirmação é verdadeira. Segundo o grupo armado, um bombardeio realizado por Israel acarretou na morte do refém mais jovem israelense, Kfir Bibas, de 10 meses. Além do bebê, o seu irmão de quatro anos, Ariel, e sua mãe, Shiri, também teriam morrido durante o ataque.

A alegação feito pelo Hamas, entretanto, não possui quaisquer provas. No comunicado emitido pela FDI diz que estão “avaliando a precisão das informações”.

A FDI ainda informou que conversou com a família das supostas vítimas, e que estão com eles “neste momento difícil”.

Segundo o comunicado da FDI, “o Hamas é totalmente responsável pela segurança de todos os reféns na Faixa de Gaza. O Hamas deve ser responsabilizado. As ações do Hamas continuam a colocar em perigo os reféns , que incluem nove crianças. O Hamas deve libertar imediatamente os reféns”.

Ao Canal 12 de Israel, o primo de Shiri, Jimmy Miller, cedeu uma entrevista dizendo que a FDI informou a família sobre a alegação do Hamas. “O Hamas os sequestrou vivos, o Hamas é o responsável pela saúde deles e o Hamas precisa devolvê-los vivos”, disse o familiar.

“Não nos importamos se eles os transferiram para outra pessoa ou para outra entidade, eles são [exclusivamente] responsáveis ​​por trazê-los de volta para nós vivos e bem”, continua Miller.

A família de Shiri confirmou que receberam “soube das últimas reivindicações do Hamas”, e que elas foram veiculadas em um comunicado do Fórum de Famílias de Reféns e Desaparecidos.

“Estamos aguardando que a informação seja confirmada e, esperançosamente, refutada pelas autoridades militares. Agradecemos ao povo de Israel pelo seu caloroso apoio, mas solicitamos gentilmente privacidade durante este momento difícil”, afirmaram.

Shiri e os dois filhos estavam desaparecidos. Entretanto, no início da semana, o porta-voz principal das FDI, contra-almirante Daniel Hagari, havia afirmado que acreditava que eles não estavam com o Hamas.

Há quase uma semana, não há novos bombardeios em Gaza por conta do acordo de cessar-fogo, que começou a valer na última sexta-feira (24).

Após a alegação do Hamas, acredita-se que Shiri, o marido Yarden e os dois filhos foram sequestrados no kibutz Nir Oz, no dia 7 de outubro. Na ocasião, o Hamas assassinou cerca de um quarto dos moradores da comunidade, disparando contra as casa das pessoas.

Fonte: Internacional

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