conecte-se conosco


Agronegócio

Em debate, produtores defendem desburocratização para uso de bioinsumos na agricultura

Publicado

Nesta terça-feira (05), a Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado promoveu a primeira das duas audiências públicas sobre o projeto de lei (PL 3.668/2021) que prevê a criação de um marco regulatório para o uso bioinsumos na agricultura. O debate gerou certas discordâncias quanto à proposta. Parte dos debatedores defendem a medida enquanto outra parte argumenta que a regulamentação “burocratiza” o setor, além de inviabilizar a produção para uso próprio. 

Em debate a Croplife Brasil, participante da audiência, que representa cerca de 80% das empresas produtoras de insumos biológicos no país, destacou que a entidade é favorável à regulação do setor, ressaltando que essa cadeia produtiva emprega diretamente mais de 10 mil pessoas e que em locais como Europa há mais de 200 documentos que regulamentam os bioinsumos. 

Em contrapartida, os produtores afirmam que o marco regulatório para os bioinsumos  poderá “burocratizar” esse mercado no país, a ponto de inviabilizar a produção on farm (produção para uso próprio) devido à fiscalização. Eles defendem a desburocratização do setor.

Segundo o representante do Ministério da Agricultura, Hideraldo Coelho, os bioinsumos representam uma oportunidade e trazem a possibilidade de utilizar menos recursos, na agricultura. Além disso, disse que os bioinsumos possuem clara vantagem em relação aos agrotóxicos e estimulam as pesquisas e crédito rural. 

Os bioinsumos são micro-organismos como bactérias ou insetos utilizados na agricultura, por vezes em substituição aos agrotóxicos.

O autor do projeto de lei PL 3.688/2021 é o senador Jaques Wagner (PT-BA), presidente da CMA. 

Fonte: Agroplus.tv 

Fonte: AgroPlus

Comentários Facebook
publicidade

Agronegócio

Ameaça no Estreito de Ormuz reacende risco sobre diesel, fertilizantes e custo da safra

Publicado

A ameaça dos Estados Unidos de bloquear integralmente o Estreito de Ormuz, em um cenário que já vinha de restrições e tensões na região, representa um salto de risco para o agronegócio brasileiro. Mais do que um novo fator, trata-se de uma possível mudança de escala no impacto sobre energia, fertilizantes e logística global.

Até aqui, o mercado vinha absorvendo um ambiente de instabilidade controlada. Mesmo com interrupções pontuais e risco elevado, o fluxo de petróleo e derivados não havia sido totalmente comprometido. Isso permitiu ajustes de preços, mas sem ruptura.

O cenário muda com a perspectiva de um bloqueio mais amplo. Por Ormuz passa cerca de um quinto do petróleo mundial, além de volumes relevantes de gás natural liquefeito. Um fechamento efetivo tende a reduzir a oferta global de energia em curto prazo, elevando preços de forma mais abrupta.

Para o agro brasileiro, o primeiro impacto é direto: diesel ainda mais caro. O combustível é base do transporte e das operações no campo. Em um país onde cerca de 65% da produção agrícola depende do modal rodoviário, qualquer salto no preço do diesel se traduz em aumento imediato do frete e do custo operacional.

O segundo impacto, mais sensível, está nos fertilizantes. O Oriente Médio é um dos principais polos de produção de nitrogenados, como a ureia, cuja fabricação depende de gás natural. Com a elevação do custo energético e possíveis restrições logísticas, os preços desses insumos tendem a reagir rapidamente.

O Brasil é particularmente vulnerável. Importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, com forte dependência externa justamente nos nitrogenados. Em um cenário de bloqueio efetivo, o risco deixa de ser apenas preço e passa a incluir disponibilidade e prazo de entrega.

A diferença em relação ao que já vinha ocorrendo até aqui está na intensidade. Antes, o produtor lidava com volatilidade e tendência de alta. Com uma interrupção mais severa, o impacto pode se transformar em choque, com reajustes mais rápidos, prêmios logísticos e maior disputa global por insumos.

Há ainda um efeito indireto relevante: o timing. O momento coincide com a fase de planejamento e compra de insumos para a safra 2026/27. Com maior incerteza, o produtor tende a adiar decisões ou travar custos em patamares mais elevados, reduzindo margem.

Outro ponto é o crédito. Em ambientes de risco elevado, fornecedores e instituições financeiras tendem a endurecer condições, o que pode restringir o acesso a financiamento justamente no período de formação da safra.

Na prática, o que muda não é a direção do impacto, que já era negativa, mas a sua magnitude. Um eventual bloqueio total de Ormuz pode transformar uma pressão gradual de custos em um choque mais agudo, com reflexos diretos na rentabilidade do campo brasileiro.

O agro já opera em um ambiente globalizado. Mas, em momentos como este, fica mais evidente: decisões geopolíticas a milhares de quilômetros de distância continuam sendo determinantes para o custo dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continue lendo

Agronegócio

Peixe BR critica novas regras e alerta para aumento de custos

Publicado

A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) reagiu às novas regras para transporte e comprovação de origem do pescado e afirmou que as mudanças podem elevar custos e aumentar a burocracia na atividade.

As normas foram publicadas pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na última sexta-feira (10.04) e alteram procedimentos na cadeia produtiva. Entre os pontos mais sensíveis, segundo a entidade, está a exigência adicional de apresentação da licença de aquicultor no transporte de peixes, além dos documentos já obrigatórios.

Na avaliação da Peixe BR, a medida cria uma camada extra de burocracia sem avanço proporcional no controle sanitário. Hoje, o setor já opera com instrumentos como a nota fiscal e a Guia de Trânsito Animal (GTA), considerados suficientes para garantir rastreabilidade e fiscalização.

O impacto tende a recair diretamente sobre o custo de produção. Em uma cadeia com margens apertadas e forte dependência logística, exigências adicionais no transporte — etapa crítica da operação — podem reduzir a competitividade, especialmente entre pequenos e médios produtores.

O debate ocorre em um momento de crescimento da atividade. O Brasil produziu cerca de 860 mil toneladas de peixes de cultivo em 2025, segundo a própria Peixe BR, consolidando-se entre os principais produtores globais, com destaque para a tilápia.

Ao mesmo tempo, o governo também avançou em medidas de padronização. Portaria interministerial passou a estabelecer a nota fiscal como documento central para comprovação de origem do pescado, com o objetivo de uniformizar procedimentos e ampliar a transparência na cadeia.

Para a entidade, no entanto, o ponto central está no equilíbrio regulatório. A simplificação de processos em uma ponta pode ser anulada pelo aumento de exigências em outra, com efeito direto sobre a eficiência da atividade.

A Peixe BR afirmou que deve intensificar a interlocução com o MPA e o Mapa para tentar rever pontos da regulamentação e evitar entraves à produção. O receio do setor é que as mudanças ampliem o custo operacional em uma cadeia que ainda busca ganhar escala e consolidar sua competitividade no país.

Veja a nova norma, clicando aqui

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continue lendo

Política RO

Cidades

Policial

Mais Lidas da Semana