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Porto Velho

Com acolhimento estruturado, Porto Velho garante recomeço para migrantes e refugiados

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Atuação da Semias, em parceria com a Adra, garante proteção social, acesso a direitos e oportunidades de recomeçar à vida

A Prefeitura de Porto Velho consolidou uma política pública estruturada e humanizada voltada ao acolhimento de migrantes e refugiados estrangeiros que chegam ao município em situação de vulnerabilidade social. Por meio da Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias), a gestão municipal assegura atendimento digno, inclusão social e acesso a direitos fundamentais, que garantem a integração dessas pessoas à cidade e a uma nova vida.

Semias coordena o atendimento ao público migrante com o apoio de equipes técnicas especializadas

A iniciativa tem como objetivo garantir que homens, mulheres e crianças que migram em busca de melhores condições de vida encontrem em Porto Velho uma rede de proteção eficiente, capaz de prevenir situações de abandono, violação de direitos e ruptura de vínculos sociais.

Estrutura

A atuação da Prefeitura envolve planejamento, investimento e articulação entre diferentes políticas públicas. A Semias coordena o atendimento ao público migrante com o apoio de equipes técnicas especializadas e parcerias estratégicas, assegurando um fluxo organizado desde a chegada ao município até o encaminhamento para a autonomia social e financeira.

Tércia esclarece que o procedimento de atendimento ocorre de forma organizadaDe acordo com a secretária adjunta da Semias, Tércia Marília, essa política pública é resultado de uma união técnica fundamental para a cidade.

“Essa é uma parceria firmada por meio de um termo de fomento. A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (Adra) é especialista em acolhimento através da Casa de Passagem, especialmente para migrantes. A Prefeitura fomenta 50 vagas para receber e acolher pessoas que chegam ao nosso município e precisam de apoio temporário”, explicou.

A secretária Tércia esclarece que o procedimento de atendimento ocorre de forma organizada. “Quando o migrante chega a Porto Velho, ele deve procurar o Centro de Referência Especializado de Assistência Social. O Creas realiza a triagem e faz o encaminhamento para a Adra. A partir daí, essas pessoas são acolhidas e passam pela construção do Plano Individual de Atendimento, que direciona todo o suporte necessário para estudo, trabalho, empregabilidade e habitação.”

Casa de Passagem Esperança

Estrutura tem capacidade para acolher até 50 migrantes

Um dos principais equipamentos de preservação de direitos é a Casa de Passagem Esperança, espaço de proteção social de alta complexidade destinado a migrantes e refugiados estrangeiros.

O projeto é executado por meio do Termo de Fomento (nº 042/PGM/2025 – Processo nº 00600-00020690-2025-10-E), com investimento total de R$ 2.407.450,87, repassados pelo município conforme o plano de trabalho e o cronograma de desembolso.

A estrutura tem capacidade para acolher até 50 migrantes, oriundos de vários países, oferecendo quartos com beliches, banheiros privativos, ar-condicionado, áreas de convivência e espaços destinados a atividades coletivas, garantindo conforto, segurança e acolhimento humanizado.

Atendimento

Rivailton Matos disse que o acolhimento é rotativo e integrado às políticas públicas municipaisO coordenador da Adra em Porto Velho, Rivailton Matos, disse que o acolhimento é rotativo e integrado às políticas públicas municipais. “Esse acolhimento é rotativo. Somente nos primeiros três meses, conseguimos mais de 170 acolhimentos, com um número expressivo de pessoas inseridas no mercado de trabalho, alcançando autonomia e dignidade”, afirmou.

Atendimento psicossocial

Cada pessoa acolhida passa por atendimento técnico especializado, com levantamento de necessidades e elaboração do Plano Individual de Atendimento (PIA). O prazo inicial de permanência é de 30 dias, podendo ser renovado conforme avaliação da equipe técnica.

Psicóloga Daiane Lacerda destaca que o cuidado vai além do abrigoA psicóloga Daiane Lacerda destaca que o cuidado vai além do abrigo. “Todos os acolhidos passam pela assistente social e pela psicologia. Identificamos demandas emocionais, psicossociais, habilidades profissionais e os objetivos de cada pessoa em Porto Velho. A partir disso, desenvolvemos ações como atendimentos individuais, rodas de conversa, campanhas de saúde mental, cursos de português e capacitações profissionais, para que se sintam preparados para o mercado de trabalho e para uma vida independente”.

Além do acolhimento, a Casa de Passagem Esperança oferece três refeições diárias, doação de roupas e calçados, apoio para regularização documental e encaminhamento para oportunidades de trabalho. A equipe também promove cursos de qualificação, como português e construção civil, ampliando as chances de empregabilidade e geração de renda.

Adra é especialista em acolhimento através da Casa de PassagemSegundo Rivailton Matos, a estrutura foi planejada para resgatar a autoestima e a dignidade dos acolhidos. “É um espaço onde as pessoas se sentem acolhidas, abraçadas e respeitadas. Com esse apoio, muitos conseguem emprego, alugam um local para morar ou seguem viagem, conforme seus objetivos.”

Impacto social

Entre os meses de setembro e novembro, a Casa de Passagem Esperança registrou o acolhimento de 148 pessoas, com média mensal de aproximadamente 49 atendimentos, demonstrando a efetividade da política pública municipal no atendimento à população migrante, refugiada.

Raul Figueira chegou a Porto Velho há apenas duas semanas“Hoje, o município cumpre seu papel de acolher, proteger e oferecer oportunidades. Nosso compromisso é com uma cidade inclusiva, que respeita os direitos humanos e oferece condições para que todos possam viver, trabalhar e produzir com dignidade”, concluiu Tércia Marília.

Raul Figueira, chegou a Porto Velho há apenas duas semanas. Venezuelano, deixou para trás o país de origem carregando na mochila poucos pertences, mas muitas expectativas. Ao cruzar a porta da Casa de Passagem Esperança, na Zona Leste da capital, encontrou algo que não esperava tão cedo: acolhimento, proteção, orientação e a chance real de reconstruir a própria história.

“Quando cheguei ao Brasil, eu estava com medo. Aqui fui bem recebido, me deram comida, um lugar para dormir e orientação. Meu objetivo é trabalhar, ter um salário e sustentar minha família. Sou muito grato por tudo que estão fazendo por mim”, descreveu Raul, emocionado.

Texto: Jhon Silva
Fotos: Júnior Costa

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Fonte: Prefeitura de Porto Velho – RO

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Porto Velho

Páscoa no Parque impulsiona renda e empreendedorismo

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Evento gera renda extra e fortalece a economia local

Marileuza Cardordoso selecionada por meio de chamamento público, celebra a oportunidadeA Páscoa no Parque, vai muito além de um espaço de lazer e diversão. O evento também se transforma em oportunidade, renda, fortalece a economia local e cria conexões que aquecem o coração.

Entre barracas e cheiros irresistíveis, histórias de vida se encontram. É o caso de Raimunda Izidoria, que encontrou no trabalho ambulante uma forma digna de sustentar a família. Entre churros e batata frita, ela carrega mais do que alimentos, anos de luta e superação. “Quando tem esses eventos é que a gente consegue pagar as contas, tirar um dinheirinho a mais. Então é tudo de bom pra gente”, conta emocionada.

Raimunda Izidoria encontrou no trabalho ambulante uma forma digna de sustentar a famíliaA permissionária Marileuza Cardoso também celebra a oportunidade. Selecionada por meio de chamamento público, ela não abre mão da organização e do cuidado com quem consome seus produtos. “A gente tenta dar o melhor pro cliente. Eu falo que não são apenas clientes, quero que se tornem amigos”, afirma.

Para Raimunda, estar ali vai além da renda extra é motivo de orgulho e gratidão. “Deus que me deu essa força de trabalhar, criar meus filhos… e ainda nessa idade estar na lida, isso é um privilégio”, diz, com brilho nos olhos, reforçando o valor de cada oportunidade conquistada.

A expectativa também é de continuidade. Marileuza já projeta o futuro com esperança. “Se Deus quiser, ano que vem eu vou estar aqui de novo”, afirma, mostrando que eventos como esse deixam marcas que vão além dos dias de programação.

Rosimar Sousa veio do Pará para tratamento de saúde em Porto Velho, encontrou na Páscoa no Parque um momento de leveza ao lado da famíliDe acordo com o prefeito Léo Moraes: “É assim que a gente movimenta a economia e cria oportunidades reais para as famílias da nossa cidade”.

Enquanto esses trabalhadores fazem a economia girar, quem visita também sente o impacto positivo. A funcionária pública Rosimar Sousa, que veio do Pará para tratamento de saúde em Porto Velho, encontrou na Páscoa no Parque um momento de leveza ao lado da família. Encantada com a estrutura e, especialmente, com a praça de alimentação, ela reconhece o cuidado de quem trabalha ali. “Tá tudo maravilhoso, tudo muito bom. Pra vender tem que ter zelo, carinho… e eles estão fazendo tudo isso. Está tudo uma delícia”, elogia.

Histórias como essas mostram que a Páscoa no Parque é mais do que entretenimento: é oportunidade e valorização de quem faz a cidade acontecer. Em cada sorriso de quem visita, em cada prato servido com carinho e em cada trabalhador que encontra ali uma chance de crescer.

Texto: Françoíse Almeida
Edição: Secom
Fotos: Hellon Luiz

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Fonte: Prefeitura de Porto Velho – RO

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Porto Velho

Sorteio de 25 bicicletas leva emoção à criançada

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Sonhos sobre duas rodas marcam noite de alegria

 Nislane Araújo, emocionada, lembrou da expectativa do filhoO clima de festa dominou o Parque da Cidade na última quinta-feira (20) durante a abertura oficial da Páscoa no Parque. Um dos momentos mais aguardados arrancou sorrisos, suspiros e muita comemoração: o sorteio de 25 bicicletas. Entre senhas na mão e olhos atentos ao palco, o clima era de torcida coletiva, onde cada criança sonhava em sair pedalando dali.

“É gratificante ver a alegria das crianças e das famílias nesse momento especial”, disse o prefeito Léo Moraes

 Karen Almeida acompanhava tudo de perto, dividindo a experiência com amigos e os pequenosNo meio do público, a diarista Karen Almeida acompanhava tudo de perto, dividindo a experiência com amigos e os pequenos. “Eu combinei com a minha amiga e a gente veio pra cá com as crianças. Curtimos muito, peguei a senha do sorteio da bicicleta, agora é torcer pra ganhar. Mas, se não ganhar, já valeu muito”, contou, mostrando que, mais do que o prêmio, o momento em família faz tudo valer a pena.

Não acreditava que ia ganhar, mas graças a Deus fiz a inscrição e ganhamos com o nome do nosso caçula, disse Jesivaldo PereiraE teve quem sentiu que a sorte estava mesmo por perto. A pequena intuição virou realidade para Daniel Felipe, que não escondia a felicidade ao ser anunciado como um dos ganhadores. A mãe, Nislane Araújo, emocionada, lembrou da expectativa do filho: “Ele estava super empolgado pra vir, bem feliz… parecia que estava sentindo que ia ganhar. Achei muito legal o sorteio com nomes e números aparecendo no telão, a prefeitura está de parabéns. Eu tinha prometido dar uma bicicleta pra ele, e agora ele ganhou aqui. Estou muito feliz.”

Com o prêmio nas mãos, Daniel já fazia planos: “Tô muito feliz que eu ganhei uma bike, porque a minha eu doei, já estava muito pequena. Agora eu vou arrasar com a minha bicicleta”, disse, com aquele sorriso que só quem alcança um desejo consegue ter.

A surpresa também tomou conta de outras famílias, como a de Jesivaldo Pereira, pai de um dos ganhadores. “Não acreditava que ia ganhar, mas graças a Deus fiz a inscrição e ganhamos com o nome do nosso caçula. É uma alegria muito grande. O prefeito está fazendo um excelente trabalho, está de parabéns. Estou muito feliz, muito feliz mesmo”.

Entre expectativas, emoções e comemorações, o sorteio das bicicletas transformou a noite em um verdadeiro espetáculo de alegria, reforçando o espírito da Páscoa: compartilhar, celebrar e, principalmente, proporcionar momentos inesquecíveis para as famílias.

Texto: Françoíse Almeida
Edição: Secom
Fotos: Hellon Luiz

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

Fonte: Prefeitura de Porto Velho – RO

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