conecte-se conosco


Rondônia

Com 33 anos de criação o Hospital Cemetron é referência no tratamento de doenças infectocontagiosas e covid-19 em Rondônia

Publicado

Hospital Cemetron comemora 33 anos de funcionamento sendo referência no tratamento de doenças tropicas incluindo a Covid-19

O Centro de Medicina Tropical de Rondônia – Cemetron, que é referência no atendimento às doenças infectocontagiosas e tropicais, tanto em nível ambulatorial quanto internação, completou 33 anos de funcionamento. O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Saúde – Sesau programou para o próximo dia 15 de junho uma solenidade em comemoração à data. O evento deve ocorrer no Palácio das Artes, a partir das 16h. 

O Cemetron trata doenças como tuberculose, vírus da imunodeficiência humana (HIV), síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), blastomicoses, leishmaniose, malária, leptospirose, acidente com animais peçonhentos, dengue, covid-19 e outras patologias relacionadas à saúde pública. A unidade localizada em Porto Velho atende além dos municípios do interior do Estado, as cidades vizinhas dos estados do Acre, Amazonas e ainda, pacientes vindos da Bolívia.

A servidora Maria de Fátima Rebouças, de 68 anos,  que trabalha desde o início da construção do Cemetron, destaca o sentimento de gratidão pelo trabalho desenvolvido durante todos esses anos. “Passamos por muitas fases difíceis no hospital, mas sempre lutamos pelo melhor. Durante a pandemia, o Cemetron foi uma referência de atendimento. Tenho os colegas que trabalham aqui no hospital como uma família”, relatou Maria. 

Maria de Fátima relembra quando começou a trabalhar no Cemetron

Atualmente o Cemetron possui 774 profissionais atuando, desde médicos até serviços gerais que oferecem um serviço diferenciado aos pacientes que ficam internados na unidade. A unidade de saúde também possui 82 leitos clínicos, 8 leitos clínicos reservados para Covid-19, 8 leitos para Unidade de Terapia Intensiva – UTI direcionados a pacientes com Covid e 2 leitos rotativos para hemodialise, totalizando 100 leitos na unidade.  

O diretor do Cemetron, Marcos Antônio enfatizou a importância da comemoração do Hospital. “Decidimos comemorar esses 33 anos devido ao cenário de pandemia que enfrentamos recentemente. É uma forma de agradecer todos os servidores que estiveram com a gente até esse momento e também de homenageá-los”, disse Marcos

PANDEMIA

No início da pandemia, o Hospital Cemetron recebeu o primeiro paciente com suspeita de ter contraído a doença. Já nos primeiros atendimentos, a unidade precisou realizar capacitações e treinamentos para enfermeiros e técnicos que atuavam na linha de frente da covid-19, de forma que melhorasse o tratamento a pacientes que eram internados na época. 

Ana Carolina conta que precisou estudar a doença para conseguir salvar vidas

No dia 17 de março de 2021, o Estado enfrentava o maior pico da pandemia e o Hospital Cemetron possuía na época um total de 48 leitos clínicos com 43 pacientes internados e 18 leitos de UTI com 100% de ocupação. 

A médica Ana Carolina, especialista em pneumologia que atuou no setor de Unidade de Terapia Intensiva – UTI Covid contou a experiência que teve ao trabalhar com uma doença totalmente desconhecida. “Inicialmente, nós tínhamos somente a história da doença em outros países. Começou aí o desafio porque tivemos que nos atualizar de forma imediata e estudar como o vírus funcionava para treinar os nossos profissionais e encontrar o diagnóstico correto de cada paciente”, destacou Ana Carolina. 

A médica ainda contou como era feita a liberação dos pacientes curados da covid-19. “Tivemos uma equipe multidisciplinar que atuou fortemente em salvar vidas, então todo paciente grave que tinha alta era uma vitória. Nós fazíamos questão de levar os pacientes até os familiares para comemorarmos juntos a cura do vírus.” finalizou

Enfermeira diz que a pandemia foi um dos cenários mais difíceis que já enfrentou

A enfermeira Diana Pereira de Sousa, responsável por treinar e reorganizar os leitos de UTI Covid-19 para não superlotar a unidade, relembrou a luta da época. “Enfrentar a pandemia foi um dos trabalhos mais difíceis. Sempre que a  equipe tinha alguma dificuldade, fazíamos treinamentos diários de forma que não interferisse no tratamento do nosso paciente. Nos primeiros meses eu trabalhei organizando os leitos na unidade e já na segunda onda da pandemia, trabalhava diretamente na UTI-Covid”, disse enfermeira.

Em 2021, o caminhoneiro Alberto Barbosa, de 46 anos testou positivo para a covid-19. Na época, toda a família dele também havia sido contaminada, mas felizmente somente ele  precisou ser internado no Cemetron devido ao estado grave. Alberto ficou 3 dias com máscara de ventilação não-invasiva – VNI, mas não reagia. Então a equipe do hospital decidiu entubá-lo por 18 dias. De acordo com a enfermeira o paciente ficou com 80% do pulmão comprometido.

Dia em que o paciente Alberto Barbosa teve alta do Cemetron

“A partir de relatos da minha família, eu passei da morte para a vida. Foram quase 50 dias internados lutando contra esse vírus. Eu só tenho à agradecer a equipe do Cemetron que utilizou todos os equipamentos e medicamentos necessários para salvar minha vida. Hoje, eu posso continuar com o meu trabalho, levar meus filhos para passear e viver uma vida normal, graças à essas pessoas”, agradeceu Alberto.

O diretor, Marcos Antônio também destacou que “durante essa luta houve uma unificação entre as equipes do hospital para o combate ao coronavírus.  Como resultado, 2.208  pacientes tiveram alta da unidade e voltaram para seus familiares”, destacou o diretor.  

COMPLEXO CEMETRON

Para ampliar o atendimento, o Cemetron recebeu a doação de um anexo hospitalar montado por meio do programa “Fazer o Bem Faz Bem – Alimentando o Mundo com Solidariedade”. O novo anexo foi construído em 35 dias e contou com 60 leitos. 

O anexo construído com apoio da iniciativa privada trouxe melhor estrutura para atender pacientes com covid-19

A unidade foi construída em estrutura modular, semelhante a outras unidades de saúde instaladas em São Paulo e Rio Grande do Sul. Com o objetivo de enfrentamento à pandemia para posteriormente, se transformar em uma unidade de atendimento de rotina, por se tratar de uma instalação permanente.

A médica Maiara Soares, especialista em infectologia explicou que com a construção do anexo, as doenças tropicais voltaram a ser tratadas no prédio do Cemetron, de forma segura e sem risco de transmissão da covid-19. “Em relação às doenças infectocontagiosas, antes da construção tivemos que transferir os pacientes para outras unidades, por causa do alto risco no Cemetron. Somente depois da ampliação, nossos pacientes voltaram e puderam continuar o tratamento na unidade. Ou seja, hoje o Cemetron é referência em doenças tropicas incluindo o tratamento de covid-19”, enfatiza Maiara.

Médica Maiara Soares atua há 8 anos no Cemetron

Atualmente o complexo continua exclusivamente atendendo pacientes covid-19, mas com uma demanda menor. São apenas 12 leitos de UTI e 8 clínicos. Na época do pico da pandemia a unidade chegou a lotar os 24 leitos clínicos e 16 leitos de UTI com pacientes Covid-19. 

OUVIDORIA

Para aprimorar o contato com a população é importante que as sugestões, reclamações, críticas, elogios, denúncias ou solicitações sejam dirigidas à Ouvidoria da Sesau, pelos telefones 0800-647-7071 (até às 13h); (69) 98482-1370/(69) 3212-8300, ou pelo e-mail [email protected].

Fonte: Governo RO

Comentários Facebook
publicidade

Rondônia

Ações do governo de RO para o combate à violência doméstica são destacadas em reunião do Comitê Estadual Mulher Protegida

Publicado

Primeira reunião do Comitê Mulher Protegida discutiu e aprovou pontos positivos para melhor assistência às vítimas em todo o estado

As medidas adotadas pelo governo do estado, que tornaram Rondônia referência em boas práticas na assistência social, em especial nas ações destinadas à proteção das mulheres vítimas de violência doméstica, foram apontadas como avanços, durante a 1ª  Reunião Ordinária do Comitê Estadual Interinstitucional Permanente Mulher Protegida, realizada na quinta-feira (7), em Porto Velho. Na pauta, estavam a aprovação do Regimento Interno do Comitê e do calendário de reuniões ordinárias, bem como, apresentação do Plano Estadual de Metas para o Enfrentamento Integrado da Violência contra a Mulher no período 2025-2034 e do Protocolo Mulher Protegida.

A desembargadora do Tribunal de Justiça (TJRO), Inês Moreira, citou que em visita à Rede de Atendimento foi possível perceber os avanços na assistência às vítimas e acredita que com a atuação do Comitê será possível melhorar ainda mais o atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica no estado, em um esforço integrado dos órgãos que compõem o comitê, criado pelo governo estadual para a promoção, proteção e defesa dos direitos da mulher.

A importância da atuação integrada dos órgãos de proteção foi reforçada pela promotora de Justiça de Ministério Público (MPRO), Tânia Garcia, pontuando que a violência doméstica contra a mulher não tem “retalho social”. Ela ocorre em todas as camadas sociais, sem distinção.

Ela ainda parabenizou a gestão estadual, que por meio da Seas está “comprometida com a criação de um espaço estratégico para reunir pessoas chaves para ampliar não só o atendimento, mas o atendimento integrado para a efetiva proteção da mulher”.

O Comitê Interinstitucional Mulher Protegida é conduzido pela Seas

Para a secretária de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social, Luana Rocha, a reunião foi um momento importante, “um divisor de águas”, em que as ações do governo estadual visando o combate à violência e proteção das vítimas, a exemplo da criação do Comitê Estadual Mulher Protegida, foram avaliadas na busca pelo aperfeiçoamento necessário, com vistas à melhor proteção das mulheres em Rondônia. “Hoje somos referência para muitos estados brasileiros, mas tudo que foi feito, em termos de ações de governo, ainda não é a perfeição que buscamos. Sabemos que ainda há muitos caminhos a percorrer. Mas acreditamos, que trabalhando com base no Plano Estadual de Metas, iremos garantir melhor atendimento e proteção”, afirmou, lembrando as dificuldades enfrentadas e vencidas no processo de ampliação da Patrulha Maria da Penha, para o fortalecimento da rede de proteção às mulheres com medidas protetivas de urgência.

A secretária também destacou a importância do incentivo à denúncia, fato que tem resultado no aumento dos números oficiais e não no aumentos dos casos, considerando que muitas vítimas não tinham coragem de denunciar por receio da reação do agressor.

ENTRE NO GRUPO DE WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS EM PRIMEIRA MÃO

Fonte: Governo RO

Comentários Facebook
Continue lendo

Rondônia

Eventos culturais e educativos realizados em municípios fortalecem ressocialização de adolescentes 

Publicado

Um momento de emoção, superação e valorização da arte como ferramenta de ressocialização e desenvolvimento humano.Um momento de emoção, superação e valorização da arte como ferramenta de ressocialização e desenvolvimento humano.

O evento contou com apresentações artísticas, integração social e atividades voltadas ao fortalecimento do processo de ressocialização

Eventos culturais e educativos envolvendo adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa em Rondônia com apresentações artísticas, integração social e atividades voltadas ao fortalecimento do processo de ressocialização, foram realizados nesta semana nos municípios de Ariquemes e Porto Velho, com iniciativa do governo de Rondônia por meio da Fundação Estadual de Atendimento Socioeducativo (Fease).

CULTURA E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

A programação integra atividades do projeto Novo Coração, na Capital, sob coordenação do diretor artístico Ismael Kaio, e tem como objetivo estimular o protagonismo juvenil, a expressão cultural e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais dos adolescentes atendidos pelo sistema socioeducativo. As atividades seguem os princípios do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase), utilizando a cultura como ferramenta de educação, inclusão e transformação social.

O objetivo da programação foi incentivar o desenvolvimento pessoal, o respeito e a construção de novos projetos de vida

Em Porto Velho, os adolescentes participantes do Projeto Novo Coração desenvolvem apresentações inspiradas na cultura amazônica, com temáticas voltadas ao boi-bumbá e danças típicas da Região Norte, como o Kulelê, valorizando as tradições culturais regionais e incentivando o fortalecimento da identidade cultural dos adolescentes.

Com o tema “Copa do Mundo”, o Sarau Socioeducativo, realizado em Ariquemes na quarta-feira (7), contou com a participação de 13 adolescentes, que apresentaram música, jogral, teatro e dança. A organização do evento na unidade socioeducativa de Ariquemes é coordenada pela diretora Gilcilene Nascimento e sua equipe, responsáveis pela preparação e desenvolvimento das atividades culturais realizadas com os adolescentes.

A preparação contou com ensaios e atividades que trabalharam comunicação, organização, criatividade, responsabilidade, empatia e trabalho em equipe.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, ressaltou que o governo do estado tem investido em ações que ampliam oportunidades e fortalecem políticas públicas humanizadas voltadas à juventude. “O objetivo é oferecer condições para que esses adolescentes possam reconstruir suas trajetórias com dignidade, educação e novas perspectivas de vida. A cultura e o conhecimento têm papel fundamental nesse processo”.

APROXIMAÇÃO COM A COMUNIDADE

A realização do sarau no auditório da Universidade Federal de Rondônia, Campus Ariquemes. em  proporcionou aos adolescentes novas experiências e contato com ambientes educacionais fora da unidade socioeducativa. Segundo a equipe organizadora, a iniciativa fortalece a autoestima e desperta nos participantes o sentimento de pertencimento e valorização pessoal.

A presidente da Fease, Elza Guarda Bello, destacou que os eventos representam mais do que apresentações culturais. “Essas ações mostram que oferecer oportunidades pode transformar vidas. Trabalhamos diariamente para garantir um atendimento socioeducativo humanizado, que incentive o desenvolvimento pessoal, o respeito e a construção de novos projetos de vida”.

ENTRE NO GRUPO DE WHATSAPP E RECEBA NOTÍCIAS EM PRIMEIRA MÃO

Fonte: Governo RO

Comentários Facebook
Continue lendo

Política RO

Cidades

Policial

Mais Lidas da Semana