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Agronegócio

Endividamento no campo é destaque da edição de abril

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A edição de abril da Revista Pensar Agro já está disponível em português e inglês (ACESSOS ABAIXO) e amplia a presença internacional da publicação, que alcança leitores em 57 países e soma quase 14 mil acessos. O avanço reforça o interesse global pelo agronegócio brasileiro, especialmente em um momento de forte produção e mudanças no ambiente econômico do setor.

A reportagem de capa, “Colhendo Dívidas”, aborda o principal paradoxo vivido pelo agro atualmente. Mesmo diante de uma safra recorde estimada em 353,4 milhões de toneladas e exportações robustas, o produtor enfrenta pressão crescente sobre as margens. O Valor Bruto da Produção (VBP) deve recuar em termos reais, enquanto o endividamento avança e a inadimplência atinge o maior nível da série histórica.

A análise mostra que o desafio no campo deixou de ser apenas produtivo e passou a ser financeiro. O aumento do custo do crédito, a elevação dos juros e gargalos estruturais, como armazenagem e logística, têm limitado a capacidade de geração de caixa das propriedades. Nesse cenário, gestão, planejamento e uso de instrumentos financeiros ganham protagonismo.

A edição também reúne artigos que ampliam a leitura sobre o momento do setor. Na coluna jurídica, a advogada especializada em governança no agronegócio Ethiene Brandão e Silva Mendonça de Lima discute o avanço do compliance como ferramenta estratégica no campo. O enfoque deixa de ser apenas normativo e passa a integrar a gestão de riscos e a tomada de decisão nas propriedades.

Com análises que percorrem crédito rural, seguro, eficiência produtiva e ambiente regulatório, a revista consolida sua proposta editorial de oferecer conteúdo técnico com leitura acessível ao produtor. A presença em dezenas de países indica que o debate sobre o agro brasileiro ultrapassa fronteiras e se insere cada vez mais no contexto global de produção de alimentos, sustentabilidade e segurança alimentar.

Você lê a versão em português clicando aqui.

You can read the English version by clicking here.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027

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A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.

O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.

O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.

Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.

Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.

Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.

Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.

Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Ipanema prepara Festa do Queijo com peça de 3 toneladas

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Ipanema (365 km da capital, Belo Horizonte), em Minas Gerais, vai realizar, entre os dias 3 e 6 de junho, a 16ª edição da Festa do Queijo, evento que se consolidou como principal vitrine da produção local e aposta, novamente, na fabricação do maior queijo minas padrão do mundo, com mais de 3 toneladas.

Minas Gerais destina entre 35% e 40% dos cerca de 9 bilhões de litros de leite produzidos por ano à fabricação de queijos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cadeia movimenta cerca de R$ 20 bilhões de reais por ano e sustenta mais de 9 mil produtores de queijo artesanal no Estado, conforme a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), consolidando o produto como principal alternativa de agregação de valor no campo.

A festa de Ipanema é uma forma de divulgar toda essa produção. Além do queijo gigante, a programação inclui a produção de outros alimentos em grande escala, como doce de leite artesanal, pão de queijo e queimadinha, que serão distribuídos ao público após a pesagem oficial. A estratégia combina promoção turística e incentivo ao consumo dos produtos locais.

O evento também contará com shows musicais, apresentações culturais e feira de produtores, com comercialização de queijos frescos e curados, além de derivados lácteos. A venda direta ao consumidor é apontada como uma das principais fontes de renda para os produtores durante o período.

Realizada na área central do município, a festa costuma atrair milhares de visitantes e elevar a ocupação da rede hoteleira, com reflexos no comércio e nos serviços locais. O modelo adotado integra produção rural e turismo como forma de dinamizar a economia do município.

SERVIÇO
Evento: Festa do Queijo de Ipanema 2026
Data: de 3 a 6 de junho
Local: área central de Ipanema (MG), Vale do Rio Doce
Destaque: produção do maior queijo minas padrão do mundo, com mais de 3 toneladas

Fonte: Pensar Agro

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