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Agronegócio

Fenagra expõe pressão sobre custo da ração e reúne indústria estratégica

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A cadeia que sustenta a produção de proteína animal no Brasil, responsável por até 70% do custo dentro da porteira, volta ao centro das discussões com a realização da Fenagra 2026, entre 12 e 14 de maio, no Distrito Anhembi, em São Paulo. O evento reúne a indústria de nutrição animal, óleos, gorduras, biodiesel e reciclagem, segmentos diretamente ligados à eficiência produtiva de aves, suínos e bovinos.

Em um cenário de margens mais apertadas, a feira ocorre com foco menos comercial e mais estratégico. O custo da alimentação animal, fortemente dependente de milho e farelo de soja, segue como principal variável de risco para o produtor. Qualquer ganho de eficiência na formulação de ração ou substituição de insumos tem impacto direto no resultado final da atividade.

O Brasil produz mais de 80 milhões de toneladas de ração por ano e é um dos maiores exportadores globais de proteína animal, o que amplia a pressão por competitividade e padronização. Ao mesmo tempo, o avanço do biodiesel, com produção superior a 14 bilhões de litros anuais, reforça a integração entre cadeias, ao utilizar subprodutos agrícolas como matéria-prima.

É nesse ponto que a Fenagra ganha relevância. Diferentemente de feiras voltadas à venda direta de máquinas, o evento concentra negociações industriais, contratos de fornecimento e desenvolvimento de tecnologias aplicadas à nutrição e ao processamento. Na edição de 2025, reuniu cerca de 8 mil visitantes profissionais e mais de 200 expositores, com participação internacional.

A programação técnica, realizada em paralelo à feira, deve concentrar discussões sobre alternativas proteicas, uso de coprodutos, eficiência nutricional e redução de custos. Em um ambiente de maior volatilidade de preços, a tendência é de busca por formulações mais flexíveis e maior aproveitamento de resíduos agroindustriais.

Para o produtor, o impacto é direto, ainda que indireto. É na indústria de nutrição que se definem parte dos custos que chegam à granja ou ao confinamento. Ajustes na composição da ração, ganhos logísticos ou novas fontes de insumo podem representar diferença relevante na margem, especialmente em sistemas intensivos.

Mais do que vitrine, a Fenagra funciona como termômetro de uma cadeia que, embora menos visível que a lavoura, determina boa parte da rentabilidade do agronegócio brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Conferência internacional coloca etanol de milho no centro da estratégia do agro

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A 3ª edição da Conferência Internacional sobre Etanol de Milho, promovida pela União Nacional do Etanol de Milho em parceria com a Datagro, ocorre nesta quinta-feira (16.04), em Cuiabá (MT), reunindo produtores, indústrias, investidores e autoridades para discutir o avanço de uma das cadeias mais dinâmicas do agronegócio brasileiro.

A escolha de Mato Grosso como sede reforça o peso do estado no setor. Hoje, a maior parte das usinas de etanol de milho em operação no Brasil está concentrada na região, impulsionada pela grande oferta de grãos e pela necessidade de agregar valor à produção local.

Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e Plínio Nastari presidente da Datagro na abertura da Conferencia 

O evento está sendo realizado em um momento de expansão acelerada da indústria. A produção brasileira de etanol de milho deve superar 8 bilhões de litros na safra 2025/26, consolidando o país como um dos principais polos globais dessa tecnologia. O crescimento vem sendo sustentado pelo modelo de usinas flex, que operam com milho e cana, garantindo maior eficiência e uso contínuo da capacidade industrial.

A conferência reúne lideranças do setor para discutir desde avanços tecnológicos até desafios estruturais, como logística, financiamento e políticas públicas. Também estão na pauta as tendências do mercado internacional e o papel do Brasil na transição energética, com destaque para os biocombustíveis.

Outro ponto central do debate é a integração entre agricultura e indústria. O etanol de milho passou a funcionar como uma alternativa relevante de demanda para o produtor, reduzindo a dependência das exportações e contribuindo para maior estabilidade de preços, especialmente em anos de safra elevada.

Além do combustível, a cadeia também gera coprodutos com forte impacto econômico, como o DDG/DDGS, utilizado na alimentação animal, que tem ampliado a competitividade da pecuária, sobretudo em regiões produtoras.

Para o produtor rural, o avanço desse modelo representa uma mudança estrutural. A industrialização dentro do próprio estado encurta distâncias, reduz custos logísticos e cria novas oportunidades de renda, transformando o milho em matéria-prima não apenas de exportação, mas de energia e proteína.

Ao reunir os principais agentes da cadeia, a conferência busca alinhar estratégias e consolidar o papel do etanol de milho como vetor de crescimento do agro brasileiro nos próximos anos — com impacto direto sobre demanda, preços e agregação de valor no campo.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Três Pontas recebe hoje encontro que reúne mulheres da cafeicultura

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Um dos principais municípios produtores de café do Brasil, Três Pontas (cerca de 270km da capital, Belo Horizonte), em Minas Gerais, sedia nesta quinta-feira (16.04) a 9ª edição do Encontro Mineiro de Cafeicultoras, evento que ganha espaço na agenda do setor ao discutir gestão, mercado e posicionamento feminino dentro da cadeia do café.

O encontro ocorre em um momento estratégico para a cafeicultura brasileira. O Brasil segue como maior produtor e exportador mundial, com produção próxima de 55 milhões de sacas nas últimas safras, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, e Minas Gerais responde por cerca de metade desse volume. Dentro desse contexto, o Sul de Minas, onde está Três Pontas, concentra parte relevante da produção e da qualidade do café nacional.

Com o tema “Voz e Identidade na Nova Era da Cafeicultura – Mulheres do Café”, o evento coloca em pauta a profissionalização da atividade e o avanço da presença feminina em áreas que vão da gestão da propriedade à comercialização de cafés especiais. A proposta é discutir como posicionamento, marca e qualidade passaram a influenciar diretamente o valor agregado da produção.

A programação reúne especialistas e produtoras para tratar de temas práticos do dia a dia. Entre os destaques estão debates sobre diversificação de renda, como o agroturismo em propriedades cafeeiras, estratégias de networking no agro e o crescimento do mercado de cafés especiais — segmento que tem ampliado margens e aberto espaço para produtores que investem em qualidade e rastreabilidade.

O avanço da participação das mulheres no campo tem sido um dos movimentos mais consistentes do agro nos últimos anos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam crescimento da presença feminina na gestão de propriedades rurais, especialmente em cadeias mais organizadas e voltadas à exportação, como o café.

Na prática, esse movimento acompanha mudanças no próprio mercado. A demanda internacional por cafés especiais, com origem definida e práticas sustentáveis, tem ampliado o espaço para modelos de produção mais estruturados, onde gestão, comunicação e posicionamento passam a ter peso semelhante ao da produtividade.

Serviço
Evento: 9º Encontro Mineiro de Cafeicultoras
Data: quinta-feira, 16 de abril
Local: Três Pontas (MG)
Tema: “Voz e Identidade na Nova Era da Cafeicultura – Mulheres do Café”

Fonte: Pensar Agro

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