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Agronegócio

Agronegócio projeta crescimento recorde e consolida liderança nacional

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O Tocantins deve encerrar 2025 como um dos grandes destaques da produção agropecuária brasileira, segundo projeções do Banco do Brasil e indicadores da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). De acordo com a Resenha Regional divulgada em outubro, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor deve registrar avanço de 16,4%, superado apenas por Mato Grosso do Sul (17,9%). O resultado reforça a posição do estado como referência em tecnologia, sustentabilidade e organização produtiva.

No comércio exterior, os números confirmam o vigor do setor. Entre janeiro e setembro, as exportações somaram R$ 13,45 bilhões, alta de 25,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O saldo comercial atingiu R$ 12,37 bilhões, puxado pela soja em grão (58,8%), carne bovina (18,1%) e milho (4,4%). A China permanece como principal cliente do Tocantins, responsável por 59,5% dos embarques, seguida por parceiros como Espanha, Egito, Países Baixos e Estados Unidos.

O ritmo acelerado do agronegócio tocantinense combina expansão da área plantada de grãos, modernização da pecuária e fortalecimento da agroindústria. Dados da Conab apontam que, na safra 2025/26, o estado deve atingir 2,57 milhões de hectares cultivados, um aumento de 6,7% frente à temporada anterior. A produção estimada de grãos soma 9,63 milhões de toneladas, com destaque absoluto para a soja, principal cultura: 1,68 milhão de hectares e projeção de 5,74 milhões de toneladas. O milho também apresenta alta: crescimento de 7,8% na área e produção estimada de 2,74 milhões de toneladas.

O desempenho positivo é atribuído à profissionalização do setor e adoção intensiva de tecnologia. “O produtor tocantinense investe em manejo de solo, genética, irrigação e planejamento técnico. A expectativa é de uma safra equilibrada e produtiva, especialmente se as condições climáticas permanecerem favoráveis”, destaca o engenheiro agrônomo Thadeu Teixeira Júnior, da Secretaria da Agricultura.

O governo estadual reforça o compromisso com a sustentabilidade e a competitividade. “O crescimento é fruto de integração entre inovação, infraestrutura e políticas públicas que valorizam o produtor. Tocantins se destaca como modelo de expansão aliada à responsabilidade ambiental”, afirma o governador Laurez Moreira. O secretário de Agricultura, César Halum, complementa: “Temos resultados expressivos na agricultura e pecuária, com políticas focadas em segurança alimentar, cooperativismo e verticalização da produção.”

Com área irrigável superior a 4,8 milhões de hectares, uso crescente de biotecnologia e cooperativismo fortalecido, o Tocantins consolida sua vocação para produção sustentável e diversificada. “A integração entre tecnologia, organização e sustentabilidade garante renda ao produtor, competitividade ao estado e segurança alimentar ao país”, finaliza Teixeira Júnior.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Mistura maior de biodiesel e etanol entra na pauta do CNPE

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O avanço dos biocombustíveis volta ao centro da política energética com a possibilidade de aumento da mistura obrigatória no diesel e na gasolina. A proposta de elevar o biodiesel para 17% (B17) e o etanol para 32% (E32) deve ser analisada na reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), marcada para a próximo próxima quinta-feira (07.05), e pode ampliar a demanda por matérias-primas do agro e reforçar a posição do País na transição energética.

A defesa do aumento foi formalizada por parlamentares ligados ao setor produtivo, em articulação da Coalizão dos Biocombustíveis. O grupo reúne lideranças da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e da Frente Parlamentar do Biodiesel, que veem na medida uma resposta à volatilidade dos preços internacionais de energia e uma oportunidade de expansão do mercado interno para combustíveis renováveis.

Na prática, a elevação das misturas tem efeito direto sobre cadeias como soja e milho — bases para a produção de biodiesel e etanol, ao ampliar o consumo doméstico e estimular novos investimentos industriais. Além disso, reduz a dependência de combustíveis fósseis importados, especialmente em momentos de alta do petróleo no mercado internacional.

O Ministério de Minas e Energia (MME) já sinalizou apoio à ampliação da mistura de etanol. Segundo a pasta, testes técnicos validaram a viabilidade de avanço do atual patamar para o E32, dentro de uma estratégia que também busca levar o País à autossuficiência em gasolina.

Hoje, os percentuais obrigatórios estão em 30% de etanol na gasolina (E30) e 15% de biodiesel no diesel (B15), definidos pelo próprio CNPE. Qualquer alteração depende de deliberação do colegiado, que assessora a Presidência da República na formulação de diretrizes para o setor energético.

Além do impacto econômico, o argumento central do setor está na segurança energética. Com maior participação de biocombustíveis, o Brasil reduz a exposição a choques externos, como oscilações no preço do petróleo, que recentemente voltou a subir no mercado internacional e ganha previsibilidade no abastecimento.

O tema também tem peso ambiental. A ampliação das misturas contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa e reforça compromissos assumidos pelo País em acordos internacionais, ao mesmo tempo em que consolida a vantagem competitiva brasileira na produção de energia de base renovável.

Por outro lado, a decisão envolve equilíbrio entre oferta, demanda e impactos sobre preços. O governo avalia o momento adequado para avançar, considerando o cenário de combustíveis, a capacidade produtiva do setor e os reflexos sobre inflação e abastecimento.

Se aprovado, o aumento das misturas tende a fortalecer a integração entre energia e agronegócio, ampliando o papel do campo não apenas como produtor de alimentos, mas também como fornecedor estratégico de energia no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Uso de antibióticos para ganho de peso é proibido na produção animal

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) proibiu o uso de antibióticos como promotores de crescimento na produção animal, em medida que já está em vigor e altera práticas consolidadas nas cadeias de aves, suínos e bovinos. A decisão veta a importação, fabricação, comercialização e uso desses aditivos quando destinados ao ganho de desempenho produtivo, além de determinar o cancelamento dos registros dos produtos enquadrados nessa categoria.

Na prática, substâncias tradicionalmente utilizadas para acelerar o ganho de peso deixam de ser permitidas com essa finalidade. Entre os compostos atingidos estão a virginiamicina, a bacitracina (e suas variações) e a avoparcina, com destaque para a primeira, amplamente adotada em sistemas intensivos. A norma, no entanto, mantém a possibilidade de fabricação exclusiva para exportação, desde que haja autorização prévia do Mapa.

A mudança segue recomendações de organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde, que há anos orientam a restrição do uso de antimicrobianos na produção animal quando não houver finalidade terapêutica. O objetivo é conter o avanço da resistência antimicrobiana — fenômeno em que bactérias se tornam resistentes a antibióticos, reduzindo a eficácia de tratamentos tanto na medicina veterinária quanto na humana.

Para o setor produtivo, a medida impõe uma transição operacional. O Mapa estabeleceu prazo de 180 dias para utilização dos estoques já existentes e determinou que empresas informem volumes disponíveis em até 30 dias. Após esse período, os produtos deverão ser retirados do mercado.

Sem esses aditivos, produtores terão de recorrer a alternativas para manter desempenho zootécnico, como ajustes no manejo, nutrição mais precisa e uso de aditivos não antibióticos. No curto prazo, a mudança pode elevar custos e exigir adaptação dos sistemas produtivos. No médio prazo, a expectativa é de alinhamento a exigências sanitárias internacionais, especialmente de mercados mais rigorosos.

A restrição aproxima o Brasil de padrões já adotados em outros países e reforça a tendência global de redução do uso não terapêutico de antibióticos na produção animal, tema que ganhou relevância crescente na agenda sanitária e comercial do agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

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