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Agronegócio

Esteio se prepara para receber a 48ª Expointer, vitrine do agronegócio

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Esteio (cerca de 25 quilômetros de Porto Alegre), no Rio Grande do Sul, vai realizar entre os dias 30 de agosto e 7 de setembro, a 48ª edição da Expointer, uma das maiores feiras agropecuárias da América Latina. O evento, realizado no Parque de Exposições Assis Brasil, reúne criadores, agricultores, cooperativas, indústrias de máquinas e implementos agrícolas, instituições financeiras, além de representantes de 150 raças de animais de argola.

A expectativa para 2025 é repetir – ou até superar – os números históricos do ano passado, quando a feira movimentou R$ 8,1 bilhões em negócios e atraiu mais de 662 mil visitantes, apesar das dificuldades provocadas pelas enchentes que afetaram o estado. A comercialização em 2024 representou um crescimento de 1,4% em relação a 2023, com destaque para o setor de máquinas agrícolas, responsável por mais de R$ 7,3 bilhões do total negociado.

Neste ano, os organizadores esperam maior presença do público urbano e do segmento de agroindústrias familiares, que teve performance recorde na edição anterior, com R$ 10,88 milhões em vendas – um aumento de 25%. Também estão programadas mais de 400 atividades técnicas, fóruns, encontros setoriais, julgamentos de animais e demonstrações de inovações tecnológicas voltadas ao campo.

A participação de animais de argola (raças puras, que vão a julgamento) registrou aumento expressivo. Foram 47,69% mais inscrições em relação a 2024, segundo a organização, o que indica o fortalecimento da feira como espaço de excelência genética e negócios pecuários.

Para a edição deste ano, a estrutura do parque foi reforçada. A expectativa é de maior presença de startups do agro, empresas de bioinsumos e bancos com linhas de financiamento rural, diante da retomada gradual do crédito agrícola no país. Também estão confirmadas dezenas de caravanas de outros estados e a presença de delegações internacionais, em especial da América do Sul e da Europa.

Criada em 1972, a Expointer se tornou uma vitrine de tendências e soluções para o campo, com forte apelo comercial, cultural e político. O evento costuma atrair ministros, governadores e parlamentares ligados ao setor, além de se consolidar como palco de anúncios estratégicos de políticas públicas.

Serviço

Data: 30 de agosto a 7 de setembro de 2025
Local: Parque de Exposições Assis Brasil – Esteio (RS)

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Governo bloqueia R$ 518 milhões do Seguro Rural antes do novo Plano Safra

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O governo federal retirou R$ 56,3 milhões adicionais do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Com o bloqueio de R$ 461,7 milhões efetuado em 9 de junho, o total retido pelo Executivo alcança R$ 518 milhões — mais da metade do orçamento previsto para 2026. A medida tensiona as negociações a sete dias do lançamento do Plano Safra 2026/27, marcado para 1º de julho.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) contestou os cortes. O presidente da bancada, deputado Pedro Lupion, afirmou que a retenção reduz a proteção financeira do produtor e desconsidera o aumento da frequência de eventos climáticos extremos. Segundo a entidade, os sucessivos bloqueios evidenciam a falta de prioridade do governo para a resiliência do campo e o descumprimento de expectativas de aporte para o seguro.

O seguro rural atua como o principal mecanismo de transferência de risco para o agricultor. Com a redução da subvenção, o mercado projeta encarecimento das apólices e restrição na oferta de cobertura. Pequenos e médios produtores, dependentes do subsídio estatal para obter financiamento bancário, devem ser os mais afetados pela medida.

O Ministério da Agricultura (Mapa) justificou o contingenciamento como exigência das metas fiscais definidas pela Junta de Execução Orçamentária (JEO), admitindo que a disponibilidade de recursos reduz o alcance do programa para o novo ciclo agrícola.

A oposição ao bloqueio se concentra na tentativa de blindar o orçamento do setor. A FPA pressiona pela votação do projeto de lei da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que proíbe o contingenciamento do PSR. O tema será o principal ponto de embate durante o anúncio do Plano Safra na próxima semana, quando o setor cobrará medidas de recomposição para garantir a viabilidade dos investimentos para a safra 2026/27.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Frente fria traz geada ao Sul e atrasa colheita da safrinha no Centro-Sul

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O avanço de uma massa de ar polar de grande magnitude mantém o Centro-Sul do Brasil em alerta nesta quarta-feira (24.06). O que os meteorologistas chamam de “sistema frontal”, se desloca pelo território nacional, provocabo uma queda brusca nas temperaturas e temporais em áreas estratégicas para a produção agrícola, desafiando o cronograma da colheita do milho segunda safra (safrinha), que opera abaixo da média histórica.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a massa de ar frio deve levar geadas amplas a partes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, onde as mínimas podem atingir valores negativos nas áreas de serra. No Sudeste e Centro-Oeste, o impacto é sentido através de chuvas moderadas a fortes, que elevam o índice de umidade em regiões produtoras de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Para o setor, a instabilidade climática chega em um momento sensível. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a colheita do milho 2025/26 alcançou 11% da área cultivada. O ritmo atual, embora supere o registrado no mesmo período da safra passada (10,3%), ainda é inferior à média dos últimos cinco anos, que gira em torno de 15%. A precipitação inesperada nestas áreas produtoras pode retardar a entrada de máquinas nas lavouras e impactar a umidade dos grãos, elevando os custos de secagem pós-colheita.

Além do milho, a pecuária é um dos segmentos mais expostos à virada climática. Em sistemas de produção de aves e suínos, a queda acentuada nos termômetros exige reforço imediato no manejo de conforto térmico para evitar perdas de produtividade e mortalidade de animais jovens.

No Mato Grosso, onde a colheita avançava de forma mais dinâmica, o monitoramento das condições de tráfego nas rotas de escoamento é a prioridade dos exportadores. O solo encharcado, aliado às temperaturas baixas, pode complicar o fluxo logístico para os portos do Arco Norte e do Sudeste.

Enquanto o Centro-Sul enfrenta o frio rigoroso, o Norte e o Nordeste mantêm um cenário meteorológico díspar. No Tocantins, o tempo permanece firme, com termômetros alcançando até 35°C, permitindo a continuidade plena dos trabalhos. No extremo Norte, contudo, a persistência de chuvas volumosas no Amapá e no Pará mantém o estado de alerta para produtores locais.

A meteorologia indica que o núcleo do ar frio deve se posicionar sobre o Sudeste nesta quinta-feira, 25, mantendo o risco de geadas em áreas produtoras de café e hortifrúti em Minas Gerais e São Paulo. Produtores devem focar, nas próximas 48 horas, na proteção de culturas sensíveis ao frio e na gestão da logística para minimizar os efeitos da instabilidade sobre a qualidade final do produto colhido.

Fonte: Pensar Agro

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